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  • AgendaA galeria Arte Aplicada abre a mostra ‘Caminhos’, do artista paulistano Nelson Screnci.

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    Com curadoria de Sabina de Libman, 10 telas inéditas fazem uma analogia entre caminhos reais e os trajetos percorridos pelo artista ao longo de sua carreira.

    Nesta nova série, Screnci apresenta pinturas que contem assuntos aparentemente dissonantes, como bibliotecas, paisagens imaginárias, estudos de perspectiva inversa, flores relidas a partir de quadros históricos, florestas de frontalidades febris, etc. Todavia, analisadas em conjunto, tais temáticas formam um único corpo, atingindo a intenção do artista de explorar os elementos comuns existentes entre as telas.

    A partir de uma pesquisa concentrada em exercícios de linguagem visual – como a interação entre cores e as articulações das formas -, Screnci optou pelo uso de cores de forma mais pura, estruturando as relações de tons com maior sutileza. Ao finalizar as pinturas com camadas finas e transparentes, o artista procura um resultado pleno, de delicadas harmonias. Acerca do processo criativo, nas palavras de Screnci: “As obras são construídas como uma casa. Primeiro o alicerce, proveniente das ideias iniciais, de exercícios de desenho, ou de alguma inspiração. Depois as outras partes que se assentam sobre esta primeira composição, como o desenho estrutural, a eliminação de excessos e a determinação das áreas de cor básicas. E, finalmente, cobrindo tudo, o trabalho poético de construção de uma imagem final, com jogos de luzes, definição de detalhes, texturas e tons de cores variados.

    Nelson Screnci, ‘A Hora de Parar’, 2013, Acrílica sobre tela, 70 x 209 cm

    Com o título de certa forma metafórico – no sentido de que os “caminhos” também se referem a sua própria trajetória -, Screnci revela seu universo de indagações e deixa ao espectador a tarefa de identificá-las. “Talvez as obras de arte sejam mesmo isto para o espectador: marcas do pensamento e da sensibilidade humana, deixadas nas trilhas do tempo para lembrar aos que vierem depois que por ali passou alguém sonhando com coisas às vezes só realizáveis pela arte, ou pela imaginação de quem cria.” – Sabina de Libman.

     

    O artista

    Nascido em São Paulo, em 1955, Nelson Screnci é artista plástico, professor de Artes Visuais e de História da Arte. Formado na FAAP em 1982, recebeu no ano seguinte o Prêmio Pirelli-MASP. Desde então participa ativamente do circuito cultural realizando palestras, cursos, artigos e exposições. O seu trabalho integra também o acervo de importantes museus nacionais e internacionais, além de servir de referência em diversas publicações culturais. Utilizando-se de recursos compositivos tais como a multiplicação de imagens ou a analogia entre obras históricas, propõe um exercício criativo e poético com a intenção de provocar no expectador o questionamento da condição humana diante da realidade contemporânea.

    Nelson Screnci,'Paisagem a Perder de Vista', 2013, Acrílica sobre tela, 55 x 160 cm

    Nelson Screnci,’Paisagem a Perder de Vista’, 2013, Acrílica sobre tela, 55 x 160 cm

    A galeria

    No mercado há mais de três décadas, a galeria Arte Aplicada tem como principal foco a diversidade. “É nisso que a galeria acredita desde a sua inauguração”, diz a marchande Sabina de Libman a respeito de seu espaço, onde trabalha com os mais variados suportes: pintura, desenho, fotografia e escultura, entre outros, sempre primando pela qualidade técnica e criativa na arte. A galeria marcou o início da carreira de artistas hoje renomados, como Guto Lacaz e Palatnik, entre muitos, e também do argentino León Ferrari no Brasil, e mantém ainda olhos abertos para o futuro, apostando sempre em novos nomes.