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  • AgendaA galeria LOGO apresenta Gestos dos jovens artistas taiwaneses Lin Yi-Hsuan e Chen Ching-Yuan

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    A mostra de Chen Ching-Yuan, Pool Battle, foi inteiramente produzida durante residência artística na

    galeria LOGO

    A LOGO tem o prazer de apresentar Gestos – Até os olhos da ilha, mostra que exibe as produções recentes

    de dois jovens promissores artistas taiwaneses: Lin Yi-Hsuan, residente no Brasil e representado pela

    galeria, e Chen Ching-Yuan, artista convidado, que está em São Paulo para uma residência de dois meses

    na LOGO. A exposição contém cerca de quarenta obras, dentre pinturas, desenhos e esculturas, e divide-
    se em dois projetos individuais, Good Luck, de Lin, e Pool Battle, de Chen, e aborda questões que tratam

    da subjetividade de cada um deles, de cotidianos domésticos e particulares, vivenciados ao longo dos

    últimos anos. Ambos os artistas, no entanto, vão em busca de representações universais, que quebrem

    estereótipos estéticos regionais e possibilitem diálogos artísticos para além das fronteiras físicas e culturais

    que os unem.

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    As criações de Lin e Chen partem da tensão entre o processo de representação e aquilo que é

    representado, na medida em que os dois manipulam confluências e superposições entre signos reais e

    imaginados. Ambos os artistas criam representações ambíguas, por vezes oníricas, de significados diluídos,

    que permitem interpretações possíveis tanto quanto impensáveis. Suas obras materializam-se em formatos

    de diferentes suportes, tais como pinturas, desenhos e esculturas. Todas, porém, contam ainda com uma

    materialidade adicional, o sensorial, que é despertado no espectador no momento de sua experiência visual

    em frente aos trabalhos.

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    Tanto Lin quanto Chen também absorvem impressões de seu entorno. Vivendo desde 2011 no Brasil, Lin

    transmuta os processos de sua adaptação no país e maturação artística em formas gráficas coloridas e

    dinâmicas, que comumente se sobrepõem, formando composições que beiram a abstração. Elas ainda

    mantém, entretanto, uma relação tênue e solúvel com o mundo real e, em específico, com o mundo de Lin,

    que, através de iconografias simples, revela episódios e sentimentos de sua vida pessoal. Em Good Luck,

    por exemplo, a figura do mosquito é recorrente em diversas obras e representa não só a “invasão” de um

    imigrante estrangeiro, como Lin, a uma nova realidade cultural, mas também a receptividade desta cultura

    perante o novo “intruso”. Através do mosquito, um inseto aparentemente insignificante, inútil e incômodo,

    o artista retrata como se sente a cada processo de deslocamento e adaptação em um novo território. Vale

    ressaltar que, antes do Brasil, Lin viveu em Honduras e na Argentina, transpondo barreiras sociais, culturais

    e linguísticas em países sobre os quais tinha pouco ou nenhum conhecimento prévio.

    Diferentemente de Lin, Chen recorre à figuração para narrar cenas e situações tanto do seu universo real,

    quanto do seu imaginário. Em Pool Battle, o artista apresenta composições que à primeira vista parecem

    ser essencialmente ideológicas e políticas; no entanto, uma análise mais aproximada revela que tais

    questões não estão atreladas a uma causa determinada, mas construídas a partir de múltiplas referências,

    sem especificidades cronológica ou temática. São representações que tratam da mobilidade e instabilidade

    das relações humanas de uma maneira mais ampla, e incluem referências de diferentes contextos e

    realidades de Chen, tais como sonhos, fotografias, desejos, histórias e fatos políticos e culturais.

    Chen veio ao Brasil há cerca de dois meses para uma residência artística a convite da LOGO. Em um

    espaço normalmente dedicado a exposições do acervo da galeria, Chen montou seu estúdio e no momento

    realiza mais de quinze pinturas de grande, médio e pequeno formatos, que comporão Pool Battle. Seu

    processo é intermitente, mas bastante ágil, alternando-se periodicamente entre diversas telas, em jornadas

    de trabalho predominantemente noturnas. Chen precisou se adaptar aos materiais, à cores, e até ao fuso

    horário do Brasil. Tem sido um desafio para ele tanto quanto um prazer para a LOGO acompanhar as obras

    de sua próxima exposição materializando-se em seu espaço pouco a pouco, a cada dia.

    Gestos – Até os olhos da ilha tem curadoria do cubano radicado brasileiro Andrés Hernández, cujo currículo

    inclui exposições no Museu de Arte Moderna de São Paulo, Centro Universitário Maria Antônia/USP, Museu

    de Arte do Espírito Santo e SESC São Paulo. Esta será a segunda individual de Lin na LOGO. Já Chen

    exibe ainda este ano na Saatchi Gallery de Londres, como parte da coletiva Post Pop: East Meets West,

    uma extensa retrospectiva sobre Pop Arte, organizada pelo importante curador de Hong Kong Chang

    Tsong-Zung.

     

    www.galerialogo.com