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  • AgendaA HAP Galeria inaugura exposição e lança livro de Frida Baranek

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    HAP Galeria apresenta no próximo 26 de outubro Pós-gravura, um conjunto cronológico de edições com técnica de impressão, entre 1994 a 2011. Esta mostra se realiza em paralelo à importante individual da obra em escultura no Museu de Arte Moderna do Rio.

     

    A exposição Pós-Gravura na H.A.P. Galeria tem caráter retrospectivo, assim poderão ser vistas 18 obras-gravuras, das quais foram editadas na Island Press, da Washington University em St. Louis e no ateliê especializado de Joan Hall, chefe do departamento de gravura e papel feito à mão da WASHU. Com motivo destas duas exposições celebradas na cidade do Rio, lugar onde Frida teve sua formação inicial, Joan virá para ministrar, em duo com a artista, um workshop sobre collagraphs e técnicas de gravura contemporânea. O workshop que será gratuito terá lugar na E.A.V. Parque Lage, entre 28 outubro > 31 de outubro, e encerra com a palestra da Joan Hall sobre o conjunto da sua obra.  

     

    A linha curatorial da exposição da H.A.P. Galeria buscou reunir as experiências na obra de Frida Baranek da década de noventa ao lado de suas gravuras mais recentes, e seu foco foi esse pensamento configurado no plano bidimensional em interface com sua consolidada produção em três dimensões.

     

    O critico Luiz Camillo Osório no seu texto “Despojamento e Instabilidade”, 2009, aponta: “Estas características – organicidade, improviso e precisão – aparecem também nas gravuras. Aqui sobressai o trabalho, a artesania, a intervenção junto aos materiais para conquistar um ritmo de texturas, linhas, sombras e cor na superfície da impressão. Esse processo exige domínio do fazer, um conhecimento dos “desejos” da matéria, incorporando, todavia, os acasos, os imprevistos que irrompem no transcorrer da fatura (…). Frida deixa claro o seu interesse em provocar uma imperfeição que potencialize o efeito gráfico (…)”

     

    A idéia de titular a exposição Pós-gravura deriva justamente dos desdobramentos desta arte que Frida, coerente com sua estética, e de forma sistemática deixará permear dos processos de construção/ concepção/impressão da obra plana.

     

    Dentro desse processo a superfície bidimensional é testada introduzindo no papel manufaturado materiais como arames e fibras naturais. Ao configurar a tese do que ela chama “a descoberta de uma linha líquida”, o elemento linear passa a ser ponto de partida das séries: Life is a curve and not Straight line, 2003, Broken Circle, 2004, e em Swirls, 2007 – obras que completam uma primeira fase da produção de gravuras com técnica collagraphs e cujos materiais abrangem fios de seda, faixas de fios metálicos, lã e gesso. Assim da sutileza destas obras bidimensionais faz um contraponto com a sua escultura, geralmente de suportes pesados como o ferro.

      

    Desse momento em diante Frida produz as séries Gesso, 2008, Through lines, 2008, Long flat swirls, 2009 e 2010, Quicksand e Turmoil, 20011, Stormy- Quicksand Hurricane, 2011, as quais mantém a técnica de impressão collagraphs, e continuam deixando ao descoberto momentos do processo/conceito da artista. Nas primeiras o pigmento é extraído de ações como a marca do gesso ou da corrosão do metal, em outras, Frida se volta novamente ao uso arame dentro do papel, interpretando conceitos chaves como o tempo fenomenológico do suporte, conceito que perpassa não somente sua obra em escultura, mas também a gravura.

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    Sobre Frida Baranek

    Estudou arquitetura na Universidade Santa Úrsula, Rio de Janeiro. Trabalhou de 1978 a 1983 no Museu de Arte Moderna e na Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro. Mestrado em Desenho Industrial pela Central Saint Martins em Londres, 2012. Trabalhou no Rio de Janeiro, em São Paulo, Paris, Berlim, Nova York e Londres, onde vive atualmente. Seus trabalhos foram apresentados em grandes exposições internacionais, como a 20ª Bienal Internacional de São Paulo (1989); 49ª Bienal de Veneza (1990); “Metropolis International Art Exhibition”, em Berlim (1991); “Ultramodern: The Art of Contemporary Brasil”, na Fundação Gulbenkian (Lisboa, 1993), e “Discover Brazil”, no Ludwig Museum (Colônia, 2005).

     

    Suas obras estão nos acervos do National Museum of Women in the Arts (Washington), LEF Foundation (San Francisco), Washington University Art Museum (St. Louis) e Loumeier Foundation (St. Louis), El Museo del Barrio e na Coleção Patrícia Phelps de Cisnero, todos nos Estados Unidos, bem como no Ministère de la Culture e Fonds National d’Art Contemporain (França), Pusan Metropolitan Art Museum (Coreia do Sul), e nos Museus de Arte Moderna do Rio de Janeiro e de São Paulo.

     

    Uma nova publicação sobre a obra de Frida Branek está sendo editada por Carlos Leal e terá texto de Roberto Condurú. O livro seguira o padrão editorial da Francisco Alves Editora e seu lançamento está previsto para o ano próximo, comemorando os 30 anos de trabalho da artista.