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    Portal de Arte Moderna – Fotógrafa Christiana Carvalho expõe “A Luz da Sombra”

    Christiana Carvalho apresenta a exposição “A Luz da Sombra” na Galeria Bolsa de Arte em São Paulo

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    A fotógrafa exibe cerca de 25 imagens de interiores  nas quais a luz tem papel central,  ao invadir os ambientes, rebater nas paredes,  nos pisos, diferenciando planos por matizes e texturas diversas, , engendrando massas pictóricas de densidades suaves.

    A exposição vai de 08 de agosto a 12 de setembro.

     

    A fotógrafa Christiana Carvalho abre a partir do dia 8 de agosto a exposição “A Luz da Sombra”, na qual apresenta seus últimos trabalhos na Galeria Bolsa de Arte, na Vila Madalena. A individual traz cerca de 25 imagens digitais, realizadas em 2014, impressas a jato de tinta sobre papel Hannermuller 100% algodão.

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    Christiana exerce a fotografia há quarenta anos e já teve seus trabalhos expostos e reproduzidos em publicações no Brasil, nos Estados Unidos, na Austrália, na Europa e na África. Entre instituições públicas brasileiras, já expôs no MIS (Museu da Imagem e do Som) e no Masp (Museu de Arte de São Paulo). A fotógrafa possui ainda trabalhos na Coleção Pirelli.

     

    As imagens de “A Luz da Sombra” remetem à pintura, repletas de detalhes construídos pela luz que invade os ambientes, rebate nas paredes e nos pisos, diferenciando planos por matizes e texturas diversas. Massas pictóricas de densidades suaves que se organizam através das inesperadas incidências luminosas.

     

    A referência pictórica é recorrente no trabalho de Christiana que, além de determinar suas eleições sobre o que fotografar, demonstram o domínio de um vocabulário extenso e articulado. Não é a primeira vez que no trabalho de Christina Carvalho este procedimento aparece. Na série “Galeões do Asfalto”, por exemplo, exposta em São Paulo em 2007 na Galeria André Millan, imagens de prédios em construção ou em reforma, protegidos por véus de nylon, resultam em construções com cores de matizes e texturas variados, que se organizam por sobreposição em veladuras. Novamente, procedimentos pictóricos.

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    Em “A Luz da Sombra”, referências como a de Edward Hopper ocorrem. Contudo, se na luz empregada pelo pintor norte-americano há sempre uma espécie de solidão congelada, em suas fotos o vazio  remete mais à melancolia, tornando o ambiente mais próximo, mais íntimo. Mais afetivo quem sabe.

    Na individual composta por quatro obras em 1m x 1,50m e cerca de vinte fotografias de 60×90 cm, as imagens se organizam mais pelas suaves graduações de luminosidade e cor. Não há propriamente uma composição, pois a geometria da arquitetura é prévia, e se esvai em relações suaves de cores, matizes e tons de penumbras. Texturas se definem, revelando nelas interferências gráficas que às vezes se destacam, mas com parcimônia, pois a luz das sombras é que permeia tudo.

     

    Buscando palavras para qualificar essas imagens Christiana cita o ensaio “Em Louvor da Sombra”, do escritor Junichiro Tanizaki, no qual explicita a visão estética de sua cultura, “com uma predileção pela penumbra, pelo mistério e pela profundidade”. Nas palavras de Tanizaki: “Poeira no ar, luz permeia por pequenos orifícios, frinchas, invade com leveza e maciez, passa por baixo das portas nas cores rebatidas de antigas paredes, o ruído que o silêncio guarda, de memórias de vida e morte, outros corpos passarão, a luz continuará a mesma de acordo com o ritmo das estações, revelando e ocultando”.  E completa com outra citação que se refere a um aspecto importante – a memória: “No lusco-fusco das horas que memórias se escondem ali, sensações, imagens tiram o fôlego, quase não se respira com medo de destruir o silêncio das sombras, que se transformam em escuridão.”

    Christiana Carvalho tem uma formação clássica na fotografia. Quando cursou a disciplina no último período da Escola de Desenho Técnico IADE em 1975, decidiu aprofundar seus estudos e fez cursos no Cine Foto Bandeirantes e na Escola Nikon do Brasil. Sua carreira começa com fotos de espetáculos de dança e teatro, uma escolha natural, uma vez que é filha da atriz Karin Rodrigues.

     

    Dentro de sua trajetória profissional, foi uma das primeiras brasileiras a se especializar em fotografias de viagem, incluindo fotos submarinas. Christiana morou por dez anos em um navio sueco e visitou diversas vezes locais extremos do planeta  da Antártida ao Ártico. Conheceu países da África e Ásia e morou na Indonésia e na Austrália. Viagens que resultaram em um amplo acervo de imagens de natureza e de povos,que publicou como colaboradora no National Geographic e People Magazine, na Austrália.

     

    A partir de 2000, além de passar a desenvolver um trabalho pessoal que vem sendo exposto regularmente em mostras individuais e coletivas, voltou a fotografar teatro e foto still para cinema, tendo participado de trabalhos como “O Passado” e “Carandiru, Outras Histórias”, do diretor Hector Babenco.

    À venda na exposição, haverá ainda edições artesanais de livros que abarcam toda a série realizada pela fotógrafa.

    No mesmo período da exibição da exposição de Christiana, a gaúcha Vera Chaves Barcellos apresenta Fata Morgana ou A Imagem Transformada, na qual apresenta trabalhos – em sua grande maioria fotografias – de diversas séries suas, que datam dos anos 1970 até a atualidade, incluindo trabalhos inéditos.

     

    Sobre Christiana Carvalho
    Nascida em São Paulo, 1956, Christiana descobriu a fotografia em 1975, quando cursou fotografia no último período da Escola de Desenho Técnico IADE. Desde então, fez cursos no Cine Foto Bandeirantes e na Escola Nikon do Brasil e iniciou sua trajetória como fotógrafa de espetáculos de dança e teatro em São Paulo. A partir de 1978, dedica-se à fotografia de natureza e de povos em lugares do mundo inteiro, viajando a bordo do navio sueco Lindblad Explorer.  Nesse período, contribuiu para importantes publicações como National Geographic e People Magazine, na Austrália. Já expôs em países como Peru, Quênia, Zimbábue, Estados Unidos e França.

     

    Serviço
    A Luz da Sombra
    Abertura
    : 08 de agosto de 2015, sábado, das 11h às 17h
    Exposição: 10 de agosto a 12 de setembro de 2015
    Endereço: Rua Mourato Coelho, 790
    Horários: Seg. a sex., das 10h às 19h
    Sábado: 11h às 17h
    GRÁTIS