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    voltar para a agenda9/4/15 | quinta-feira

    Akakor

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    Akakor é uma de três cidades construídas há milhares de anos por uma antiga civilização nas profundezas da selva amazônica. Sua história foi imortalizada no livro “Crônica de Akakor”, publicado em 1976 pelo jornalista alemão Karl Brugger. Este, por sua vez, a ouvira alguns anos antes de um sujeito chamado Tatunca Nara, o único (auto-proclamado) descendente de tal tribo de que se tem notícia. Ainda que muitas das alegações feitas por Nara fossem no mínimo suspeitas, isso não impediu que aventureiros e curiosos do mundo inteiro viajassem em busca dessa civilização perdida. Tampouco os impediu o fato de que o autodenominado indígena possuía uma fisionomia europeia, falava um alemão fluente e um português canhestro. Ao longo dos anos, Nara foi associado a uma série de episódios sinistros envolvendo a morte e o desaparecimento de pessoas que o acompanharam em expedições frustradas em busca de Akakor. Revelou-se, por fim, que Tatunca Nara era na verdade Günther Hauck, um alemão que fugira de seu país natal para evitar a prisão por falta de pagamento de pensão familiar. Esta exposição coletiva empresta a grande farsa de Akakor como alegoria da prática de charlatanismo no meio artístico. Ela se propõe a investigar diferentes de métodos empregados por artistas para enganar, tripudiar e iludir seu público por meio de estratégias conceituais ou formais. Nos trabalhos aqui reunidos, o charlatanismo é utilizado em abordagens que levantam dúvidas e questionamentos sobre assuntos tão diversos como a noção de autenticidade na produção artística contemporânea, a fronteira tênue entre ficção e documentário ou as lacunas da percepção, entre tantos outros. Com curadoria de Kiki Mazzucchelli e Maria do Carmo M. P. de Pontes, a exposição reúne obras de Agnieszka Kurant (Lodz, Polônia, 1978. Vive em Nova York), David Lamelas (Buenos Aires, Argentina, 1946. Vive entre Los Angeles, Bruxelas e Berlim), Elena Damiani (Lima, Peru, 1979. Vive em Copenhague) (Felipe Cohen (São Paulo, 1976. Vive em São Paulo), Felipe Ehrenberg (Tlacopac, México, 1943. Vive na Cidade do México), Francis Alÿs (Antuérpia, Bélgica, 1959. Vive na Cidade do México), Frank & Robbert // Robbert & Frank (Ghent, Bélgica, 1989/ 1989. Vivem em Ghent), João Maria Gusmão + Pedro Paiva (Lisboa, Portugal, 1979/ 1977. Vivem em Lisboa), John Smith (Walthamstow, Reino Unido, 1952. Vive em Londres), Luis Ospina (Santiago de Cali, Colômbia, 1949. Vive em Bogotá), Marcius Galan (Indianápolis, EUA, 1972. Vive em São Paulo), Martin Creed (Wakefield, Reino Unido, 1968. Vive em Londres), Nelson Leirner (São Paulo, 1932. Vive no Rio de Janeiro), Pilvi Takala (Helsinki, Finlândia, 198.

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    É uma exposição que reúne atos de charlatanismo no meio artístico. As curadoras estão interessadas em métodos através dos quais artistas enganaram, iludiram, traíram e enrolaram seu público, usando tais estratégias ora na forma, ora no conteú do de seus trabalhos e, muitas vezes, em ambos. Ao escolher o charlatão (isto é, “a pessoa que pretende ou alega ter mais conhecimento ou habilidades do que ele ou ela realmente possui” [via dictionary.com, traduzido do inglês]), como o herói da mostra, as curadoras propõem uma reflexão sobre um assunto que não só é pertinente para a arte, mas urgente para a sociedade. Charlatões, nós sabemos, estão por toda parte.
    Uma lista preliminar de artistas inclui Alejandro Jodorowsky (Chile, 1929); Francis Alÿs (Bélgica, 1959); Frank & Robbert // Robbert & Frank (Bélgica, 1989/ 1989); Felipe Cohen (Brasil, 1976); João Maria Gusmão + Pedro Paiva (Portugal, 1979/ 1977); John Smith (Inglaterra, 1952); Raphael Hefti (Suiça, 1978) e Pilvi Takala (Finlândia, 1981), entre muitos outros. Como estamos no processo de convidar os artistas, é provável que a lista final seja diferente.

    A mostra está programada para abrir no dia 11 de abril na
    Galeria Baró, em São Paulo. A curadoria é de Kiki Mazzucchelli e
    Maria do Carmo M. P. de Pontes.