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    Ana Michaelis apresenta ILUSÃO exposição individual
    no dconcept

                      

     

    “Ilusão” é o título da nova exposição individual da artista visual, Ana Michaelis, que abre em 22 de outubro, quarta-feira, às 19h, para convidados, permanecendo até 22 de novembro na dconcept escritório de arte, na Al Lorena 1257 G1/C3.

    Na ocasião a artista apresentará um site specific (na parede frontal com 2,5 m de comprimento e as duas paredes laterais com 4m de comprimento cada.  As paredes possuem altura de 2,7m), além de 10 telas em diversos formatos.

     

    Ana Michaelis constrói paisagens inabitadas, imaginárias com uma atmosfera etérea que se
    forma através do
    exercício metódico de aplicar camadas e camadas de branco sobre as massas escuras que se sobrepõem e constituem o sofisticado jogo de planos que estruturam seus trabalhos.

    Por trás dessas velaturas se entrevê a um só tempo um processo de apagamento ou esvaecimento da imagem como o da emergência de uma outra paisagem, uma paisagem “nebulosa”.

    Nas nuances acinzentadas percebe-se um desejo da artista em buscar outro canal de sensibilidade na experiência de apreensão do mundo.

     

    Entendemos que a representação dessas paisagens não serve como uma maneira de se conhecer a verdadeira
    realidade da natureza. A intenção da artista não é uma copia do mundo que se apresenta com todas suas particularidades mas sim uma paisagem que será a representação de um recorte dos sentidos e memorias tanto pessoais como coletivas.

    Ana estabelece um contraponto entre as noções de “imagem do mundo” e “mundo como imagem”, tencionando neste procedimento a ideia de representação, na medida em que introduz um fator de distorção – que conforma a aura de suave
    artificialidade que envolve suas pinturas.

    Surgem dessa forma outras paisagens, ou paisagens “de uma outra natureza”; paisagens
    inventadas.
    Criando essa artificialidade notamos que a intenção da artista é clara em resgatar a importância fundamental de situar o espectador em uma dimensão imaginaria concentrada nas potencialidades sob a perspectiva da ilusão.

     

    Perspectiva da
    Ilusão

     “Segundo a qual o que se quer que um quadro represente, o faz em virtude de dar ao espectador a falsa crença perspectiva de que ele está na presença do que é representado” . (texto retirado do livro “A Pintura como Arte” de Richard Wollheim, pag 77, editora Cosac & Naify).

    Sob esse conceito ampliado, a artista para a exposição irá fazer um site specifc. O espectador será envolvido por uma paisagem imaginaria, pintada em 3 grandes paredes em um espaço fechado da galeria. A paisagem representada terá a ausência da figura humana e interferência do homem e será uma imagem de atmosfera etérea que paira entre a lembrança e a imaginação sugerindo um sentido de tempo alongado e um potencial de reflexão e meditação. Apesar da artificialidade da imagem, o espectador será levado a ilusão de que ele está na presença e faz parte do que é representado.Ao termino da exposição as paredes serão pintadas de branco apagando toda a pintura.

    A atmosfera etérea tem o intuito de fazer sobressair a luz e diluir os traços, sugerindo uma paisagem que instiga no observador a sensação única de lembrança e ilusão, talvez, sobretudo se pensamos que toda paisagem de certo modo sempre se efetiva ou se realiza a partir do ponto de vista de quem a contempla.