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    voltar para a agenda23/7/15 | quinta-feira

    Portal de Arte Moderna – Artista Ana Linnemann expõe A Outra vida dos Objetos

     

     

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    A Outra vida dos Objetos

    “Exposição de galeria”: Mais derrisório that tautológico, o título Sugere a existencia de um “estilo” ou Maneira de conceber e Realizar Exposições em Função da teatralidade Própria à Situação-galeria. A disposição estática de Objetos em Uma cena frequentemente impensada, or assumida em SUA Dimensão positiva, Sustenta-se na Crença e na Aposta nenhuma Encontro entre o artista O Que Mostra EO Que o Espectador Ve. Contrariando Esse modelo, Ana Linnemann propõe here hum Conjunto de Objetos that expõem O Que los Geral Neles ESTÁ POR oculto Estar Demasiado Presente.

    A galeria Torna-se ASSIM O Espaço de Uma Outra Pesquisa e de cumplicidade Uma inusitada: Entre um eA artista desobediência silenciosa mas eloquente plasticamente de pregos e molduras, chassis e Telas. Constrangidos Por uma vida Inteira de bom-Comportamento e adequação between Função e forma cessos Objetos Ordinários, desfigurados Ao Serém, tornam-se protagonistas.

    Ana Linnemann NÃO reflete Sobre Objetos, PENSA COM ELES. O PROPRIO Objeto, em concretude SUA Aparentemente imutável, Revela-se here Dispositivo Dinâmico, deflagrador de Perguntas Pará como Quais como respostas São Novas Questões Que conversam Entre si. O that when mostramos expomos? Será o / a artista hum tipo de Sísifo obstinado na repetição infinita de hum gesto tragicamente ineficaz? Ou hum tipo de palhaço Cujo heroísmo E uma exibição de SUA Própria impotencia? E hum Objeto? E hum Objeto mutante? Será o Estorvo da especie that arrasta uma especie Consigo UO uma aberração that inaugura Uma nova linhagem? Uma moldura that deixou de emoldurar, PODE AINDA pertencer à categoria dos Objetos circunscritos POR ESSE Nome OU ESSA insurreição afeta SUA ontologia, direcionando-os para o Mundo vivo do humano animal, o insatisfeito da especie. E Impossível NÃO Notar that Estes Trabalhos se comunicam com o Espírito de revolta antropomórfica Presente nsa desenhos animados da Década de Trinta, pianos QUANDO, Harpas e garrafas de leite ganhavam Braços e tocavam em si mesmos between gotas de chuva e sapos Dançantes.

    Se o Dinheiro falasse, uma História Econômica seria certamente diferente. Se a História da SAÍDA da moldura tivesse Sido narrada do Ponto de Vista do prego e da moldura, seria uma Outra História da arte contemporânea. A pintura mil e Uma vezes libertada, morta e ressuscitada, abafou O Caso da moldura descartada e reabilitada sem Nunca ter vivido o gozo glorioso de SUA liberação.

    Ao Tomar o partido das Coisas, um artista propõe hum Exercício perspectivista EO Faz evitando simultaneamente o Caminho da utopia materialista OU fazer onirismo surrealista. Nada aqui esta situado n’uma Região Revolucionária de sonhos, São Objetos infrarealistas that liberam o riso das Formas aptas a se mudar de especie, Perder OU SUA abandonar anatomia. Impossível saber se Esse riso e Um mau presságio OU sintoma de hum Alívio, mas seguramente E o índice fazer tumulto CRIADO na lógica identitária that postula Tradicionalmente o Objeto a Partir fazer ajuste between forma e Função.

    A insurgência Sardonica Deste Conjunto Parece Realizar Bem Mais Que fazer hum deslocamento, desarma uma Crença herdada da existencia de Uma Diferença Entre ontológica de o Objeto Artistico e Os “Outros” Objetos – cotidianos OU extraordinários. Torna-se ENTÃO Possível enfrentar um functionality (UO estética decorativa) da Própria arte “de galeria”, Jogando-a contra o Fundo de Uma lógica de Produção Mais Ampla e insidiosa, that NÃO cessa de administrar uma distância Entre uma aparente passividade das Obras e suposta vida Ativa do olhar.

    – Laura Erber