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  • AgendaArtur Fidalgo inaugura exposições de Derlon e Julia Debasse

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    A Artur Fidalgo Galeria  inaugura dia 22de maio, às 19h, as exposições de obras inéditas Derlon e Julia Debasse, com curadoria de Marcos Chaves.

    As obras apresentadas por Derlon são o registro fotográfico das viagens do projeto Ouro Branco no qual o artista retratou a a vida de 72 famílias que vivem no Sertão Central, no Ceará. Ele realizou uma residência artística na cidade Riacho do Meio, onde pintou as fachadas das casas dos agricultores, aplicando técnicas de xilogravura e street art, com traços da iconografia regional do Nordeste. “O nome Ouro Branco evoca, na forma de poesia visual, o valor e a riqueza que o algodão significa na região, além de ser, junto ao preto, um binômio essencial na paleta de cores da minha obra.”, diz Derlon.

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    Os registros são do fotógrafo argentino Pablo Saborido que foram impressos com a técnica lambe-lambe especialmente para uma mostra que passou já  por São Paulo e que, em julho, chegará a Paris. No dia da inauguração no Rio de Janeiro, a marca franco-brasileira VERT fará o lançamento de uma coleção de mochilas, tênis, bolsas e carteiras com estamparia assinada por Derlon.

    Na exposição Ao Meu Prezado Predador, a jovem Julia Debasse apresenta pinturas e pirografias em narrativas sobre animais, homens e relações de poder.

    Em pinturas fortes, mas recheadas de humor, Júlia traz a temática da caça recorrente na história da arte. “Nas pinturas, homens e mulheres são retratados como animais, ou se comportando de forma animalesca, enquanto os animais se portam de forma civilizada”. A artista apresenta seis pinturas e faz referências à falconeria e mulheres caçadoras.

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    Julia também apresenta pela primeira vez suas pirografias. Duas delas, as maiores, fazem referência à frase de placa de caminhão “Viajo porque preciso / Volto porque te amo”, tendo um barco para presentar a partida e um farol para simbolizar o retorno. Julia Debasse conta que inicialmente os trabalhos se basearam em imagens comuns às tatuagens. “A tatuagem e a pirografia são similares na ideia de ferir uma superfície para transformá-la. Também me atraiu o fato de ser uma técnica pouco utilizada por artistas e trazer uma técnica popular, sem prestígio, para o maravilhoso mundo da arte contemporânea.”, conta.

    “Com uma poética sincera e surpreendente, Julia Debasse trabalha narrativas rústicas onde pessoas se confundem com animais e tornam-se predadores. Seus retratos e autorretratos mostram atividades tipicamente masculinas como a caça impregnadas de carga simbólica as vezes cômica, as vezes erótica”, define Marcos Chaves, curador da exibição.

    www. arturfidalgo.com.br