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    voltar para a agenda22/8/15 | sábado

    Baró Galeria realiza grande retrospectiva do emblemático poeta visual Almandrade

     

    A Baró Galeria tem o prazer de anunciar a retrospectiva de Almandrade, um dos mais representativos expoentes da poesia visual brasileira, a ser inaugurada no dia 22 de agosto de 2015. Do Poema Visual a Poética do Plano e do Espaço, sob curadoria de Marc Pottier, traz um recorte com cerca de 60 trabalhos – incluindo poemas visuais, desenhos, pinturas, gravuras, objetos, esculturas e instalações – produzidos nas quatro últimas décadas bem como obras inéditas, concebidas especialmente para a exposição.

     

    Artista, poeta e arquiteto, Antonio Luiz M. Andrade, mais conhecido sob o pseudônimo de Almandrade – nome que derivou de suas iniciais A.L.M.A. – foi membro do grupo artístico Poema/Processo e um dos fundadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia. Desde os anos 1970, ele tem produzido trabalhos inventivos e enigmáticos orientados também pela estética conceitual e minimalista.

     

    Pensei em elementarismo, despojamento, abecedarismo geométricos mas acabei por optar pela idéia do nudismo abstrato, para tentar caracterizar a postura e a impostação de Almandrade ante suas criações e criaturas sígnicas que hesitam entre a bi e a tridimensionalidade, em duas ou três cores, em duas ou três texturas.

    (Décio Pignatari)

     

    Almandrade sempre residiu em Salvador. Mas já no início dos anos 1970 nutria grande diálogo com importantes artistas da cena artística do Sudeste. Dessa maneira, mesmo distante da efervescência daquela região do país, ele conseguiu captar as vibrações dos fortes movimentos concretos que ali aconteciam. “Na arte você tem que estar no lugar certo e na hora certa. Uma coisa é você estar no Rio ou em São Paulo [onde havia ocorrido a icônica Exposição Nacional de Arte Concreta, entre 1956 e 1957], e a outra é estar em Salvador que, na época, não estava inserida no circuito de arte”, o artista comenta.

     

    Críticos dificilmente íam a Salvador, o que acabou impulsionando o artista, além de produzir seus próprio trabalhos, também a escrever sobre arte. Ele foi (e ainda é) um grande fomentador das discussões artísticas e contribuiu para a formação do público dos museus da cidade. “É preciso criar uma superfície, um atrito para haver diálogo com um amigo, ou mesmo com um inimigo da arte”, ele declara.  Em 1974, editou a revista Semiótica e, desde os anos 1980, vem publicando diversos livros de poesia. Em 2008, seus textos críticos foram reunidos no livro “Escritos sobre Arte: Arte, Cidade e Política Cultural”, que traz ensaios realizados entre 1986 e 2008.

     

    Almandrade, pertencente a era do pós-construtivismo, também incorporou em sua produção, além da poesia concreta, influências do neo-concretismo e construtivismo. Segundo Marc Pottier, o artista “redistribuiu postulados da Arte Concreta por um diálogo precursor com a Arte Conceitual, e inventou sua própria assinatura, mesmo sob fortes influências de Hélio Oiticica, Lygia Pape e Ferreira Gullar”

     

    Através da simplificação de formas e geometrias, sua investigação aponta para a epistemologia construtivista, a forma como informação, a arquitetura dos signos e o poder da experimentação. “Almandrade joga com o cheio, o vazio e ainda com seus textos que colocam o espaço natural em questão, nos obrigando a procura pelo entendimento de seus enigmas. Suas obras silenciosas e sintéticas sob formas essenciais são aforismos visuais que conduzem a novas percepções e concepções”, pontua o curador.

     

    O intuito desta retrospectiva é trazer ao público a diversidade de suportes e linguagens deste que é considerado hoje um dos maiores e mais criativos expoentes da poesia visual brasileira. O ineditismo da mostra se dá pela inclusão de originais de poemas visuais raramente exibidos ao público. Obras antigas e emblemáticas serão colocadas junto às novas, criando assim um diálogo que atravessa décadas de produção.

     

    “A mão do poeta inventa e relaciona imagens, mobiliza os pensamentos daqueles que procuram por uma história, ou melhor, por uma pré-história das artes gráficas e sua poética. A performance da visualidade viaja no tempo e nos demanda uma contemplação provocativa.”

     

    Almandrade nasceu em São Felipe, em 1953, e atualmente vive e trabalha em Salvador.

    Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano, poeta e professor de teoria da arte das oficinas de arte do Museu de Arte Moderna da Bahia e Palacete das Artes. Participou de várias mostras coletivas, entre elas: XII, XIII e XVI Bienal de São Paulo; “Em Busca da Essência” – mostra especial da XIX Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio); Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista, I Exposição Internacional de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional; Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e exterior. 

Realizou cerca de trinta exposições individuais em vários Estados. Tem trabalhos em vários acervos particulares e públicos, como: Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro), Museu da Cidade (Salvador) e Pinacoteca Municipal de São Paulo, Museu Afro (São Paulo), Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Brazil Godlen Art, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Recife), Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana (Ba.), Centro Universitário de Cultura e Arte de Feira de Santana (Ba.), Galeria ACBEU de Salvador, Museu de Arte Abraham Palatnik (Natal), Museu de Arte do Rio de Janeiro, Museu Nacional (Brasília)

     

    Baró Galeria abriu suas portas em 2010 e desde então se estabeleceu como referência em arte internacional no circuito brasileiro. Dirigida pela espanhola Maria Baró, a galeria busca aprofundar o diálogo entre artistas, curadores, colecionadores e instituições culturais através, principalmente, de trabalhos site-specific. Em sua nova fase, a galeria volta sua atenção para grandes artistas que despontaram entre os anos 1970 e 1980, como o filipino David Medalla, o mexicano e ex-integrante do grupo Fluxus Felipe Ehrenberg, o brasileiro Almandrade, o chinês Song Dong e agora o francês Christian Boltanski.

     

    Serviço

     

    Almandrade: Do Poema Visual a Poética do Plano e do Espaço

    Curadoria de Marc Pottier

    Abertura: 22 de agosto de 2015, das 11h às 15h (aberta ao público)

    Período expositivo: 22 de agosto a 17 de outubro de 2015

    De terça a sexta, das 10h às 19h. Sábados, das 11h às 16h.

    Baró Galeria – Galpão: Rua Barra Funda 216 – São Paulo

     

    Telefone: (11) 3666-6489

    www.barogaleria.com

    Visitação gratuita