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    360 METROS QUADRADOS >>>> PEDRO DAVID

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    Com 18 fotografias e três peças de bronze, a galeria Blau Projects abre a exposição360 metros quadrados, do artista Pedro David, no dia 11 de junho, sábado, das 12h às 19h. O fotógrafo mineiro é ganhador de diversas premiações, entre elas da prestigiada Fundação Conrado Wessel, além de já ter realizado exposições em diferentes países. Inéditos no Brasil, esse conjunto de fotografias mostra seu universo íntimo com imagens escultóricas realizadas na sua casa, em Belo Horizonte. O texto crítico da exposição é assinado pelo curador Agnaldo Farias.Com exposições realizadas em 10 países, o fotógrafo fez um mergulho em seu universo particular para a realização dessa exposição. “Eu sempre fui um fotógrafo viajante, mas depois que tive filhos, resolvi me voltar para um espaço mais íntimo”, conta o artista. Neste caso, o espaço é a sua própria casa, de 360 metros quadrados (nome dado à exposição), nos arredores de Belo Horizonte, num bairro chamado Vale do Sol, município de Nova Lima, região metropolitana da cidade.

    Esta série é uma continuação da vertente desenvolvida pelo artista desde 2008, com o trabalhoAluga-se, realizado a partir de incursões a apartamentos oferecidos para locação, quando ele buscava um local para morar. Logo após a mudança, o fotógrafo começa a colecionar e fotografar objetos que surgiam na área de serviço do apartamento, criando o trabalho Coisas que caem do céu, de 2009. Em 2010, fotografou os pertences de sua mãe, logo após sua morte e antes de esvaziar o apartamento em que morava, criando o trabalho Última morada. Entre 2010 e 2012, realiza a série O jardim, em que fotografa uma ocupação perto do bairro em construção, na periferia da cidade, para onde o artista se mudou, em Belo Horizonte.
    Mundo particular

    Inspirado pelo conto Do rigor na ciência, escrito por Jorge Luis Borges em 1935, em que o autor imagina um mapa tão minucioso que chegaria a ter o tamanho natural do território, o novo trabalho de Pedro David surge entre 2012 e 2013. ‘Após fotografar meu bairro, eu resolvi buscar um lugar ainda mais íntimo, que é a minha casa. Eu queria falar do mundo a partir desse ponto, buscar uma linguagem metonímica e falar de algo universal a partir de um ponto terreno’, desvenda o artista.
    ‘Sempre fui um colecionador de objetos. Nesse caso, estou fazendo essa busca dentro de um espaço circunscrito. Busco ressignificar os objetos que estão na minha casa, muitos deles sem utilidade, ou objetos mortos, e crio esculturas para serem fotografadas’. O artista utiliza uma câmera Polaroid 55, que não é mais fabricada. Segundo ele, a intenção é que as fotografias criadas com esse filme extinto sugiram uma arqueologia de um lugar também extinto, ou fictício.

    “Penso que estas imagens podem materializar uma sensação de que o frágil, resguardado ambiente íntimo, pode estar caminhando também para sua extinção. Quero gerar para o espectador uma confusão espaço-temporal, a sensação de uma imagem fora de época, inesperada para uma dita fotografia contemporânea”, conta o artista, que tem obras em importantes coleções públicas como a do MAM-SP e do Musée du Quai Branly, de Paris.

    Alguns dos objetos encontrados ou criados para serem fotografados são apresentados também em vitrines construídas para abrigá-los, outros são moldes para esculturas em bronze, e uma luminária em neon. Reproduções do caderno que o artista utiliza para registrar ideias e projetos, com desenhos e notas também é exposto, assim como algumas chapas de filmes utilizadas.

     

    Pedro David

    O fotógrafo nascido em Santos Dumont, Minas Gerais, em 1977, é formado em jornalismo pela PUC-Minas. Cursou pós-graduação em artes plásticas e contemporaneidade na Escola Guignard – UEMG, em 2002. Já expôs individualmente em diversas cidades brasileiras, além do Alemanha, Argentina, Bolívia, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, México, República Dominicana e Uruguai. Entre as premiações que recebeu estão o Prêmio Nexo Photo, de Madri, em 2014, Prêmio Fundação Conrado Wessel de Arte e o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, ambos de 2012.
    Publicou os livros 360 Square meters (Blue Sky Books, 2015), Fase Catarse (Fundação Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, 2008), O jardim (Fundação Cultural do Estado da Bahia, 2012), Rota raiz (Tempo D´Imagem, 2013) e Paisagem submersa (Cosac Naify, 2008).
    Abertura da exposição 360 metros quadrados, de Pedro David Dia 11 de junho, sábado Das 12h às 19h

     

    Selecionado na terceira edição do C.Lab Mercosul, o projeto Miniaturas, Maquetes, Vodu e Outras Projeções Políticas, da curadora Claudia Rodrigues Ponga Linares ocupa as dependências da galeria com obras de artistas latino-americanos (de 01/06/16 a 01/08/16).

     

    A galeria representa os artistas Renata Cruz, Marcone Moreira, Pedro David,Vitor Mizael, Marga Pungel, Bruno Moreschi e Laerte Ramos.

     Rua Fradique Coutinho, 1.464, Vila Madalena tels. (11) 3467-8819 / 8801. Ter. a sáb., 11h/19h.www.blauprojects.com