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    voltar para a agenda2/4/16 | sábado

    blau
    No dia 2 de abril, sábado, acontece a abertura da exposição Ficções Sensoriais, da artista brasileira Maria Lynch, na galeria Blau Projects. A artista carioca que atualmente vive em Nova Iorque apresenta cerca de 30 obras inéditas, entre instalações, pinturas, desenhos, vídeos e performances. Na abertura da exposição, Lynch realiza uma performance, em que um mágico a faz aparecer e desaparecer do espaço expositivo.
    A artista, que há quatro anos não realiza uma individual em São Paulo, apresenta sua mais nova produção, dentre elas uma escultura de grandes proporções, do tamanho natural do seu próprio corpo, que ficará na entrada da galeria. “Tem muitas questões a serem pensadas, desde a projeção de uma mulher idealizada até referências do que penso sobre as mulheres”, conta Lynch.
    “Meu trabalho sempre teve esse âmbito, sempre tratou sobre a minha existência”, afirma. Maria apresenta algumas telas com seu nome escrito, acompanhado de frases de pensamentos inspirados em filósofos como o francês Gilles Deleuze (“a existência se faz a cada instante”), com letras inspiradas numa estética dos anos 1980. “Perdi o pudor e estou buscando fazer uma metalinguagem e uma ironia com o conceito do que é ser artista e do seu nome se tornar uma obra de arte”, informa.
    Nesta exposição, a questão sensorial se torna mais presente em sua obra. São duas salas, uma delas com caixas sensoriais onde o espectador coloca as mãos e sente texturas diferentes. Nesta sala, também podem ser vistas suas já conhecidas pinturas, todas de sua mais recente safra. “Comecei essa pesquisa sensorial numa residência em Los Angeles e estou desenvolvendo esse trabalho novo”, conta Maria. Uma das salas sensoriais da galeria será fechada, com o espectador podendo entrar sozinho durante três minutos para ter uma experiência solitária e sensitiva. “As pessoas precisarão se desnudar para experienciar isso”, conta, com ar de mistério, a artista.
    Conceitualmente, Maria explica sua nova fase: “a partir do meu fascínio com o mundo lúdico e a inocência, revisito fantasias perdidas, onde figuras surgem na fronteira da abstração, se diluindo e amalgamando. (…) Uma mistura de brincadeira de criança e medo, a feminilidade e a casa, (papéis centrais) na memória afetiva, permeiam toda a minha investigação. O assemblage, o devir, geram multiplicidade que resultam em significados abertos, subvertendo o sistema estabelecido da lógica e do discurso da racionalidade”.
    Maria Lynch nasceu no Rio de Janeiro em 1981. Atualmente mora e trabalha em Nova Iorque. É formada pelo Chelsea College of Art & Design, em Londres, onde fez a graduação e o mestrado em artes. Já expôs em Londres, em diversas galerias como Decima Gallery e no projeto Crouch End Open Studios, além de participar da Jerwood Drawing Prize, conceituada premiação voltada ao desenho na Inglaterra. Em Portugal, participou do projeto Bordalianos do Brasil, na Fundação Calouste Gulbenkian, em 2013, e expôs na Kubik Gallery, no Porto, em 2015.
    Nos EUA participou de diversas exposições e projetos. Dentre eles, o Becomings –Bathroom Project, na Rooster Gallery; This is never past nor present, com curadoria de Sarah Crown, no Spazio522; e também do Ideas City, encontro bienal para discutir arquitetura e as cidades, organizado pelo New Museum. Já expôs nas galerias nova-iorquinas Judith Charles Gallery, Radiator Gallery, Galerie Protégé e Abrons Center. No Brasil, a artista já expôs no Rio de Janeiro, no MAM-RJ, Paço Imperial, galeria Gentil Carioca, entre outros; na Galeria Murilo Castro, em Belo Horizonte, Galeria Marilia Razuk, em São Paulo. Participou da 6ª Bienal de Curitiba VentoSul e da exposição coletiva Nova Arte Nova, com curadoria de Paulo Venâncio, no CCBB-SP. Em 2010, ganhou o Prêmio Marcantonio Vilaça.