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    voltar para a agenda5/10/15 | segunda-feira

    Individual de Elida Tessler na Bolsa de Arte

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    A Galeria Bolsa de Arte de Porto Alegre inaugura no próximo dia 5 de outubro a exposição 365, da artista visual Elida Tessler. O título da mostra faz referência tanto aos dias do ano quanto ao endereço da galeria, insinuando a noção de endereçamento e passagem do tempo como vetores das propostas que habitam a exposição. Os sete trabalhos da artista, dos quais cinco são inéditos, articulam a criação de imagens e a ocupação do espaço com temas, evocações e conceitos sugeridos pela literatura, pela vida cotidiana e pela correspondência postal.

    Tendo como ponto de partida o romance Ao Farol, de Virginia Woolf, a obra O Tempo Passa apresenta 22 relógios ao longo da maior parede da galeria – com o detalhe de que os ponteiros provêm de uma velha máquina de escrever. Correspondem às hastes datilográficas e seus tipos de impressão.

    Em Carta ao Pai, trabalho cuja referência é o livro homônimo de Franz Kafka, estão alinhadas sobre uma grande mesa todas as peças extraídas da mesma máquina de escrever que forneceu as hastes-ponteiros. A obra transforma em texto visual as engrenagens e mecanismos de um equipamento que pertenceu ao pai da artista.

    365, além de nomear a exposição, é um projeto em andamento ancorado sobretudo na poesia Habitar o Tempo, de João Cabral de Melo Neto. A obra equivale a um dispositivo de organização de correspondência, com uma estrutura formada por nichos equivalentes ao número de dias de um ano. Desde o início de 2015, este móvel vem acolhendo cartas já publicadas por artistas e escritores, e agora selecionadas por amigos de Elida, que as remetem por correio para o endereço da galeria.

    Desertões apresenta mais de mil lupas com imagens de trechos sublinhados por Donaldo Schüler em um antigo exemplar do livro Os sertões, de Euclides da Cunha. Esta obra retoma uma conversa nunca interrompida entre a artista e o escritor e professor de filosofia, presente também em Ist Orbita, trabalho que tem origem em uma série de e-mails trocados entre eles e exposto uma única vez, na 8ª Bienal do Mercosul, em 2011.

    A exposição apresenta ainda Phosphoros, projeto da artista desenvolvido para o Clube de Gravura do MAM/SP, cuja referência é Fahrenheit 451, tanto o livro de Ray Bradbury quanto o filme de François Truffaut e, por fim, Gaveta dos guardados, obra que retoma – e atualiza – um velho fichário de papel dispensado por uma biblioteca pública.

    Essa é a primeira individual de Elida na Bolsa de Arte e a primeira que a artista realiza desde a retrospectiva Gramática intuitiva, apresentada em 2013 na Fundação Iberê Camargo. Nascida em Porto Alegre, em 1961, Elida é Professora Associada do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atuando como docente e pesquisadora, e trabalhando sobretudo em torno das relações entre palavra e imagem, arte e literatura, e escritos de artistas. Por 16 anos, coordenou com Jailton Moreira o Torreão, espaço dedicado à produção, debate e apresentação de arte contemporânea.

    A exposição 365 de Elida Tessler inaugura nessa segunda-feira, dia 5 de Outubro, as 19 horas e fica aberta para visitação até dia 07 de Novembro na Galeria Bolsa de Arte, Rua Visconde do Rio Branco 365. Maiores informações pelos telefones 51 33326799 / 99763600, ou bolsadearte@bolsadearte.com.br e www.bolsadearte.com.br.