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  • AgendaCadão Volpato apresenta série de 80 desenhos inéditos na Galeria Pilar

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    O escritor, músico e jornalista revela seu lado plástico em desenhos que flertam com a literatura e a filosofia

    A Galeria Pilar apresenta a exposição Deslocamentos, Os Desenhos de Cadão Volpato, que revela o lado plástico do escritor e músico. A mostra, que reúne 80 desenhos de traços finos criados em nanquim e aquarela, é uma espécie de reflexão sobre uma pergunta clássica: “Para onde caminha a humanidade?”.

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    Segundo o artista, os trabalhos foram surgindo em meio a atividades do cotidiano, entre leituras esparsas, imagens da internet e até mesmo pedidos expressos, como esse, de uma amiga: “Por que você não desenha um homenzinho com uma corda nas costas, como se fosse um boneco mecânico?”. À primeira vista, eles lembram a linha elegante de Saul Steinberg e o humor de Jean-Jacques Sempé, duas das influências do Volpato desenhista.

    Os personagens de Deslocamentos – homens, mulheres, crianças, animais, gente conhecida ou não, como o dramaturgo Luigi Pirandello e o poeta Garcia Lorca, o pintor Pablo Picasso e o diretor e ator Charlie Chaplin – caminham em um mundo à parte, como se todos se movessem para a mesma direção. São obras com um quê de surrealismo, que flertam com a literatura e a filosofia, e cujo espírito já estava presente na obra de Volpato em outros gêneros. .

     

     

    Cadão Volpato nasceu em São Paulo, em 1956. Escritor, músico e jornalista, publicou o primeiro livro de contos, Ronda noturna, em 1995, pela  editora Iluminuras. A ele se seguiram três volumes no mesmo gênero, Dezembro de um Verão Maravilhoso (1999), Questionário (2005) e Relógio sem Sol (2009), todos pela mesma editora. Iniciou a carreira de músico como vocalista da banda paulistana Fellini, que lançou seis independentes entre 1985 e 2010. Eterno sucesso de crítica, o grupo foi pioneiro na ligação entre rock e samba. Algumas das canções de Volpato foram gravadas por Chico Science, DJ Dolores e Stella Campos. O artista tem um disco solo, Tudo que eu quero dizer tem que ser no ouvido, lançado em 2005. Em 2011, publicou o infanto-juvenil Meu Filho, Meu Besouro (Cosac Naify), poemas ilustrados pelo autor. E em 2013 saiu seu primeiro romance, Pessoas que Passam pelos Sonhos (também pela Cosac Naify).