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  • AgendaGaleria Mezanino que apresenta pinturas de Francisco Maringelli até 12 de abril

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    FRANCISCO MARINGELLI
    PINTURAS DE ATELIÊ: Território do Efêmero
    Até 12 de abril
    Francisco Maringelli destaca elementos do ateliê em nova exposição na Galeria Mezanino
    A interpretação do efêmero permeia a produção artística do artista
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    O artista plástico Francisco Maringelli apresenta a mostra “Pinturas de Ateliê: Território do Efêmero”, até o dia 12 de abril na Galeria Mezanino, na Liberdade, em São Paulo. A primeira mostra individual do artista na galeria e exclusivamente dedicada à pintura em sua carreira, revela 25 pinturas (em tela e papel) que figuram situações do seu ateliê onde a poética do acaso tem seu foco principal. Em um processo metalinguístico, o artista pinta objetos, instrumentos do seu ateliê (como potes, caixas, embalagens de tinta, latas de solventes), autorretratos e ainda manequins antigos (ele mantêm uma dúzia deles no seu ambiente de trabalho) – suas imagens prediletas por serem simulacros do humano e pelo simbolismo que carregam. O desgaste dos objetos, as marcas e as situações transitórias são outros elementos chave no trabalho do artista, de 55 anos, que vem desdobrando também o tema em sua gravura (xilogravura, linoleogravura e gravura em metal). A exposição é composta por pinturas (óleo e acrílico) sobre telas de linho de variadas dimensões, além de peças em óleo e guache sobre papel. Sua obra carrega alguma carga expressionista e uma materialidade singular, sendo influenciada, de forma direta ou indireta, pela produção de artistas como Flávio de Carvalho, Iberê Camargo, Flávio Shiró, Morandi, Bacon, Frank Auerbach e outros.francisco_maringelli_autorretrato_e_mascara_acrilica_sobre_tela_2014.baixa 

    O texto crítico fica por conta do artista plástico Luiz Armando Bagolin, diretor da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, e docente e pesquisador do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB/USP).

    Francisco Maringelli
    Nasceu em 1959, em São Paulo (SP), onde vive e trabalha. Formado em Artes Plásticas pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) e em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), ambas da Universidade de São Paulo (USP). Frequentou o Ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall/SP. Recebeu a Bolsa Vitae de Artes Visuais, em 1994, para a produção do projeto ‘Grandes Formatos na Gravura em Relevo’, que se tornou exposição realizada no Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo e no Museu da Gravura Cidade de Curitiba (PR), em 1995.

    Participou de inúmeras coletivas, salões e tem suas obras em importantes coleções e acervos no Brasil (Museu da Xilogravura de Campos do Jordão, MARP, Pinacoteca do Estado de São Paulo e Coleção Mônica e George Kornis) e no exterior (Suíça, Porto Rico e Itália). Realizou a exposição individual ‘No Olho da Rua’, na Gravura Brasileira, em SP, em 2010. Em 2012, lançou o livro ‘Francisco Maringelli’, 20º volume da Coleção Artistas da USP, publicada pela Edusp e, também, realizou as individuais ‘Maringelli Percurso Gráfico’, na Caixa Cultural, e ‘Um Pouco do Retrato de Todos Nós’, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, ambas em SP. Ainda em 2012, passa a mostrar seu trabalho de pinturas, gravuras e esculturas na Mezanino. Em 2013, participou de projeto coletivo entre artistas de Berlim e São Paulo, com exposição na Oficina Cultural Oswald de Andrade: ‘Hin und Her – Ansichten in Transit/Aqui e Lá – Visões em Trânsito’.

    flyer.batepapo.Maringelli.spray.jpg FRANCISCO_MARINGELLI_Donald_2014_Acrilica_sobre_linho_40x40cm

    Texto de Luiz Armando Bagolin

    O título desta exposição, como em geral acontece com toda a obra gráfica de Francisco Maringelli, desloca a atenção do procedimento técnico para a temática, presente nessas pinturas: as coisas dispostas no ateliê do artista, em aparente desordem, demarcam o território de uma ação que as rearranja de acordo com critérios compositivos próprios, operantes desde Signos da Órbita Cardeal 1663, dos anos 1990. Então, latas de solvente, tubos de tinta, pincéis e espátulas conviviam e giravam com máscaras grotescas de papel machê, instrumentos musicais feitos de sucatas, partes de manequins e outros objetos acumulados no estúdio, vertidos com uma gama de cortes e incisões diferentes, às vezes recebendo cores embaciadas, terrosas, em matrizes de xilogravuras e linóleogravuras. Estas matrizes, com os resíduos de tintas e cores nelas incrustadas, após a retirada das estampas, tornaram-se mais tarde o mote para Maringelli ensaiar o seu retorno à pintura, meio no qual começou a sua carreira artística. Contaminadas pela ordenação dos planos e contraplanos abertos de modo violento nas matrizes gráficas, as pinturas atuais foram abrindo o seu caminho nas tramas das telas, desenvolvidas as faturas que permitem o desvio do linear para as massas e rastos de tinta. Como resultado, a temática ou “atmosfera” buscada pelo artista, na focalização destes cantos ou situações “efêmeras”, amplificou-se na assunção da corporeidade destas imagens, anteriormente existentes graças à rudeza e precisão do signo gráfico que ora, vai evanescendo.

    SERVIÇO RÅPIDO
    mostra “Pinturas de Ateliê: Território do Efêmero” 

    de Francisco Maringelli
    o quê: pinturas sobre tela e papel (óleo/acrílica/guache) – 25 obras

    Até 12 de abril

    galeriamezanino@gmail.com

    www.galeriamezanino.com
    www.maringelli.com.br

    Crédito: Francisco Maringelli / Cortesia Galeria Mezanino

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