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  • AgendaCaixa Cultural exibe recorte sobre a produção da artista Lais Myrrha

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    Mostra aborda a cultura como zona de instabilidade

     

    A Caixa Cultural São Paulo apresenta entre 06 de julho, às 11h, e 25 de agosto de 2013, a exposição Zona de Instabilidade, que exibe um recorte sobre 6 anos de produção da artista mineira radicada em São Paulo Lais Myrrha. Com curadoria de Júlia Rebouças, a mostra reúne uma série de onze trabalhos, entre desenhos, vídeo, objeto, fotografias e instalação que colocam em questão parâmetros e convenções estabelecidos por disciplinas como a história e a geopolítica.

    Composta por um recorte inédito de trabalhos sobre uma consistente pesquisa na qual Lais Myrrha vem experimentando diversas possibilidades sobre a impermanência, a incerteza e a transformação, Zona de Instabilidade atua como uma espécie de comentário poético sobre os signos do poder e do saber na contemporaneidade.

    Por meio de suportes e mídias diversos, as obras de Lais Myrrha percorrem um arco que permite entrever um caminho entre a ruína, o esquecimento e o efêmero. “Pódio para Ninguém” (2010), “Tábula Rasa” (2011) e “Coluna Infinita” (2011) têm em comum, entre outras coisas, a matéria-prima utilizada, o pó de cimento. “Nas obras, concretude e solidez são apenas promessas desse material que define e representa parte do léxico associado à modernidade”, ressalta a curadora.

    A série fotográfica “Uma biblioteca para Dibutade I, II e III” aborda a construção e permanência de um dos lugares destinados à preservação e o conhecimento, a biblioteca,  que nesta obra aparece como um agente duplo ligado, simultaneamente, à memória e ao esquecimento. Já em “Moderno Atlas Geográfico” (2009) a artista apaga cartografias, mares e terra, colocando em xeque representações e fronteiras.

     

    Integram a programação da exposição uma leitura de portfólios, a ser realizada pela artista, um encontro entre Lais e o artista e pesquisador Jorge Menna Barreto, sob mediação de Fábio Tremonte e o lançamento do catálogo, que traz textos de Júlia Rebouças e Jorge Menna Barreto.

     

    Encontro:  10 de julho de 2013, das 17h às 19h30

    Participantes: Lais Myrrha e Jorge Menna Barreto. Mediaçao de Fábio Tremonte

    Aberto ao público (ordem de chegada).

    Leitura de portfólios: 25 de julho das 14 às 18 hs;

    Com Lais Myrrha e Jorge Menna Barreto

    Inscrições: lais@laismyrrha.com.br (até 15 participantes)

     

    Bio

    Lais Myrrha, (Belo Horizonte, MG, 1974. Vive em São Paulo).

    É Mestre pela Escola de Belas-Artes da UFMG, 2007. Desde 1998 tem participado de diversas exposições coletivas e individuais. 2003, I Bolsa Pampulha. 2005, Programa Trajetórias do Centro Cultural Joaquim Nabuco, Recife – PE. Edição 2005/2006 do programa Rumos Visuais do Instituto Itaú Cultural. 2007, contemplada com o Prêmio Projéteis, Rio de Janeiro, e com o Prêmio Atos Visuais, Brasília, ambos concedidos pela Funarte. Em 2009 realiza exposição individual Border Game na galeria Millan. Em 2010 participa da Paralela10. Em 2011, participa da Temporada de Projetos do Paço das Artes São Paulo, da 8ª Bienal do Mercosul e recebe prêmio no I Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea. É contemplada com a Bolsa de Estímulo às Artes Visuais 2012 concedida pela FUNARTE.

    Júlia Rebouças (Aracaju, SE, 1984. Vive em Belo Horizonte).

    É curadora, crítica e pesquisadora de arte. Trabalha no Instituto Inhotim desde 2007, onde ocupa o cargo de curadora. É mestre e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Minas Gerais. Em 2013, é curadora adjunta da 9a Bienal do Mercosul/Porto Alegre e integra a comissão curatorial do 18o Festival Internacional SESC_Videobrasil. Em 2011, foi indicada ao prêmio internacional de jovens curadores Lorenzo Bonaldi Award for Art, Bergamo, Itália. Realiza diversos projetos curatoriais independentes, dentre os quais podemos destacar a exposição A céu aberto, concebida com a curadora Suely Rolnik para concorrer à 30a Bienal de São Paulo, a mostra Ano novo, na Galeria Silvia Cintra+Box4, Rio de Janeiro, em 2011, e a exposição Nenhuma Luz, sobre o artista Cristiano Lenhardt, na Galeria Amparo 60, Recife, em junho de 2010. É membro da Red Conceptualismos del Sur de pesquisadores da América Latina. Escreve para catálogos de exposições, livros de artistas e colabora com diversas revistas, entre elas Artnexus e FlashArt.

    Jorge Menna Barreto (1970)

    Formado em Artes Plásticas pela UFRGS, é mestre e doutor em Poéticas Visuais pela ECA-USP. Práticas visuais e discursivas se mesclam em sua trajetória, seja como professor, tradutor, artista, educador ou crítico. Entre suas exposições coletivas estão a Bienal de Havana [2000], Projeto Rumos Itaú Cultural [2002]; Bienal do Mercosul [2001 e 2009] e Panorama da Arte Brasileira [2011]. Entre as individuais, destacam-se o Projeto Matéria no Centro Cultural São Paulo [2004], Lugares Moles no Paço das Artes-SP [2007] e Poemas de Chão na Bolsa de Arte, Porto Alegre [2012]. Foi membro do Grupo de Crítica do Centro Cultural São Paulo [2008-2010]. Atualmente é professor convidado no curso de Arte: História, Teoria e Curadoria na PUC-SP. É representado pelas Galerias Baró [SP] e Bolsa de Arte [RS].