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    GALERIA RAQUEL ARNAUD Apresenta Carlos Nunes e Maria-Carmen Perlingeiro

     

    MODUS OPERANDI – CARLOS NUNES

    Esta exposição inaugura a presença de Carlos Nunes (São Paulo, 1969) no elenco da Galeria Raquel Arnaud. O artista egresso do Ateliê Fidalga destaca-se por um trabalho que se desenvolve na metalinguagem da arte, na investigação obstinada de seus processos e suportes. Com a sensibilidade do artista e a curiosidade do cientista, Nunes tem um modus operandi muito particular. Interessam-lhe as possibilidades infinitas que o mesmo processo pode abrir, como ao esgotar a cor de uma caneta ou de um crayon sobre uma folha de papel, ou gastar uma caixa de pastel seco variando uma cor sobre a outra numa área circunscrita.

    Nesta exposição estão reunidos trabalhos que demonstram a particular forma de Nunes explorar o mundo, a sua devoção sobre a mecânica do desenho e o comportamento de materiais, mesclando experimentos ora por processos por ele totalmente conduzidos, ora com resultados revelados pelo acaso, quando, por exemplo, a música pode criar um desenho. A série “Possibilidades escultóricas de uma natureza morta-2”, que reúne 175 fotografias formando um único trabalho, os cerca de 20 desenhos da série “Deslocamentos”, as fotos e vídeos da série “Esculturas com matérias instáveis/ovos” e uma instalação integram a mostra, que é acompanhada de um livro sobre a obra do artista com textos de Jacopo Crivelli Visconti.

     

    Segundo Crivelli Visconti, no âmago da produção de Nunes existe um jeito de conceber e realizar as obras que o aproxima do universo científico, como se cada desenho escultura ou instalação fosse, em realidade, uma experiência a ser verificada empiricamente, ou um teorema a ser demonstrado.  Ao olhar o mundo, Nunes vê todos os objetos como suportes que, quando combinados com outros podem abrir possibilidades escultóricas.

     

    Formado em Artes Plásticas pela Fundação Armando Alvares Penteado (Faap, São Paulo) estudou também na Saint Martin School of Arts de Londres. Em 2005 mudou-se para Buenos Aires, onde viveu e trabalhou por três anos. Em 2008 voltou a viver em São Paulo. Entre suas individuais destacam-se as exposições “Triunfo das cores, amor e música, sobre os maldosos azuis” (Centro de Cultura Britânica, São Paulo, 2010; Prêmio Cultura Inglesa), “Até o fim” (MAC Curitiba, 2009) e “Amarelo” (Espaço Laika, São Paulo, 2011). Também participou das coletivas “Abre Alas” (Galeria a Gentil Carioca, 2012), “Fidalga no Paço” (Paço das Artes, 2010), “Entre Tempos” (Carpe diem, Lisboa, 2009), “Em torno de” (Funarte, São Paulo, 2009) e “Paralela” (Centro Cultural Borges, Buenos Aires, Argentina, 2007).

     

    Maria-Carmen Perlingeiro apresenta a individual “Luz e Pedra” no segundo piso

    Paralelamente, Maria-Carmen Perlingeiro apresenta a exposição Luz e Pedra no segundo andar da galeria. A artista carioca, radicada em Genebra, Suíça, vai mostrar a instalação “Cones”, de 2012, composta por 18 peças em alabastro, com medidas variadas. Segundo a historiadora e crítica de arte Lionnel Gras, “Cada obra pode surgir, brilhar e reluzir, subtrair-se novamente e, progressivamente, iluminar-nos um pouco. Entre minimalismo formal e sugestões figurativas, plenitude e abertura, brutalidade e preciosidade, fração e união, claro e obscuro, as obras se apresentam às vezes como verdadeiros oximoros visuais”, completa.

     

    Maria-Carmen Perlingeiro (Rio de Janeiro, 1952), estudou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e graduou-se na École Supérieure d’Art Visuel, onde mais tarde veio a lecionar. Na década de 1980 mudou-se para Nova York, para estudar na Art Student’s League. Começou a trabalhar o barro, mas ao visitar o ateliê de Sergio Camargo em Carrara, na Itália, apaixonou-se pela densidade, resistência e peso do mármore. Na década de 1990 descobriu o alabastro, em Volterra, na Toscana, cuja transparência e camadas onduladas dão origem a várias de suas obras. Participou de diversas exposições individuais no Rio de Janeiro, em São Paulo e Genebra. Em 1996 conquistou o primeiro prêmio em concurso internacional para intervenção artística no prédio do UNI Dufour, organizado pelo Banco Darier Hentsch & Cie, em Genebra, concorrendo com 249 artistas de todo o mundo.
    Em 2000 recebeu o 1º Prêmio no concurso “Lausanne Jardins 2000”, com o projeto paisagístico As Lanças de Uccello. Em 2006, o Paço Imperial (Rio de Janeiro) organizou sua exposição individual “O Mundo Maravilhoso dos Objetos Flutuantes”. Em 2007, a editora suíça InFolio lançou um livro com textos de Ronaldo Brito e Michael Jakob, registrando a produção de Maria-Carmen desde a década de 1980. Também em 2007 fez uma exposição no Espace Topographie de l’Art, em Paris. Em 2008 inaugurou uma exposição individual na Pinacoteca Civica, em Volterra, Itália. Em 2009 participou de uma exposição coletiva A Beleza do Erro, na LX Factory, em Lisboa. Já em 2012, fez a exposição “Luz de Pedra” no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro com curadoria de Cristina Burlamaqui. É representada pela Galeria Raquel Arnaud desde 1994.

     

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