• (11) 3063-4630 / (11) 98108-6767
  • contato@artehall.com.br

  • AgendaCasa Nova Arte

    voltar para a agenda4/4/17 | terça-feira

    Série inédita sobre a China, da fotógrafa Claudia Jaguaribe, abre a programação de exposições da Casa Nova, em abril

     

    Contrapondo passado e presente, a exposição Horror Vacui parte de Beijing para refletir o mundo contemporâneo e seus excessos

    Rosas

    De volta à China depois de 15 anos, a fotógrafa Claudia Jaguaribe fotografou por Beijing em 2015 e 2016 numa busca por traduzir uma sensação que já vinha lhe chamando a atenção em todos os lugares, mas que é muito mais evidente por lá: os excessos. “São objetos, pessoas, paisagens, como se todos os lugares estivessem ocupados e que, nas imagens, acumulam novos sentidos e formas. É como se esse turbilhão espantasse o medo individual do nada, da ausência de sentido, do vácuo”, reflete a fotógrafa. Por isso o título: Horror Vacui, uma expressão em latim que significa horror ao vazio.

     

    Para montar a exposição, Claudia optou por sobreposições que levam o espectador a olhar para frente e para trás, a história e a contemporaneidade. No primeiro conjunto, pinturas fotografadas na cidade fazem uma espécie de moldura para a fotografia central. “É como se a China antiga conversasse com a China moderna”, conta Claudia.

     

    Pensada especialmente para o espaço da Casa Nova, um outro conjunto reúne centenas de imagens numa caixa de luz de grandes dimensões (1,20m x 1,20m), que ficará próxima ao jardim. São detalhes, paisagens, pessoas, construções, que fazem um mapa da cidade, em seis camadas que culminam no centro da caixa com a cidade proibida.

     

    No teto, penduradas em um trilho, outras 13 fotografias formam uma espécie de varal, na altura dos olhos do espectador, e, no corredor, um homem em tom escuro, sobreposto por um vidro, chama para uma “selfie com o chinês”. A medida que o visitante se aproxima, a sensação proposta é que se esteja ao lado dele, enquadrado naquela fotografia.

     

    O projeto todo também será lançado em fotolivro, pela Edição Bessard (Paris), de Pierre Bessard, ainda este ano, e parte dele estará na SP-Arte. “Esse trabalho é também sobre uma antiga tradição na arte oriental em que o preenchimento obsessivo do espaço cria imagens onde realidade e fantasia se misturam, e isto transcende a China”, completa Claudia.

     

    Horror Vacui

    Fotografias de Claudia Jaguaribe

     

    Abertura:

    Dia 4 de abril (terça-feira), às 18h

    Até dia 6 de maio de 2017

     

     

    Guilherme Callegari

    Série de Pinturas vê relação entre o design gráfico e a arte

    oravele200x150

    A partir do dia 4 de abril, a mostra NÃOSÍMBOLO, do artista Guilherme Callegari, contará com cinco trabalhos em óleo sobre tela na sala de projetos da Casa Nova Arte e Cultura Contemporânea, no Jardins

    Por que um determinado símbolo representa o que representa? Como são formados e incorporados ao dia-a-dia? Foram perguntas como essas que direcionaram o trabalho do artista Guilherme Callegari na série NÃOSÍMBOLO, que ele apresenta, a partir do dia 4 de abril, na Casa Nova Arte e Cultura Contemporânea.

     

    São cartazes, capas de livros, discos, sinalizações de trânsito, que, aplicados nas pinturas perdem total significado e passam a ser apenas elementos gráficos, sejam eles letras, números ou logotipos. “Quando as pessoas chegam no ateliê, todas tentam ler o que está escrito e ficam procurando significados nas ‘palavras’, como se estivessem lendo uma língua que não lhes é familiar, e isso me intrigou muito. Talvez isso possa vir a ser uma discussão, mas a princípio o objetivo não era esse”, conta Callegari.

     

    Por isso também o título escolhido para a série: NÃOSÍMBOLO, que vem da “dessígnificação” ou negação desses símbolos. “Nesse projeto a relação do design gráfico com a pintura é de fato 100%. A escolha de cada símbolo veio do interesse em dar um foco maior em alguns que eu já usava em pinturas antigas, como na série BASE”, completa.

     

    Todas as pinturas dessa série são óleo sobre tela e ficarão expostas até o dia 6 de maio, na sala de projetos da Casa Nova. No mesmo período, a fotógrafa Cláudia Jaguaribe expõe no espaço principal a série Horror Vacui, feita na China.

     

    NÃOSÍMBOLO

    Pinturas de Guilherme Callegari

     

    Abertura:

    Dia 4 de abril (terça-feira), às 18h

    Até dia 6 de maio de 2017

     

    Casa Nova Arte e Cultura Contemporânea

    Rua Chabad, 61 | Jardim Paulista | tel. 2305-2427 | contato@casanovaarte.com

    www.casanovaarte.com

     

    Entrada Gratuita

     

    Sobre o artista:

    Guilherme Callegari nasceu em 1986, em Santo André, ABC Paulista, onde vive e trabalha. Em 2011, formou-se em Design Gráfico com ênfase em tipografia na Universidade Anhembi Morumbi. Participou de grupos de estudos com Sandra Cinto e Albano Afonso e também com Regina Parra e Rodolpho Parigi. E também participou de cursos com Rodrigo Naves e Charles Watson. Seu trabalho revela grande força visual gráfica, com um imenso repertório de referências nas áreas do Design Gráfico, como capas de discos, livros, revistas, cartazes, tipografia e sinalização de trânsito, com uma textura rica em cores. O trabalho de Callegari caminha entre o tema da pintura e do Design facilmente. O artista costuma dizer que cria grandes cartazes ou capas de livros em telas com tinta a óleo. Guilherme “dessignifica” todo e qualquer símbolo gráfico que lhe é interessante, seja ele uma letra, um número ou o logo de uma empresa, a partir do momento que esse elemento é aplicado em sua pintura, o mesmo perde total significado e passa a ser discutido apenas a forma gráfica que nele pertence. O artista usa tanto o gesto controlado da impressora que existe na gráfica quanto o gesto expressionista dos pintores dos anos 1950. Grande parte da produção do artista é pintura, mas também caminha no campo do desenho e da escultura, com séries pontuais que focam apenas nessas duas técnicas. Guilherme é o típico artista de ateliê, onde vive e respira 24h por dia, onde todos os problemas surgem e todas as respostas também.