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  • AgendaChoque Cultural abre exposição individual de Daniel Melim intitulada “Sem Título”

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    Após projetos de arte pública em Londres e São Paulo, artista apresenta telas, instalação e uma série fotográfica

    São Paulo, julho de 2013 – A galeria Choque Cultural abre, no dia 31 de agosto, às 11h, a exposição “Sem Título”, de Daniel Melim, na qual o artista, que acaba de regressar de Londres, onde realizou um projeto de arte pública em South Bank, exibe um díptico, telas de grandes formatos, uma instalação e, pela primeira vez em sua carreira, fotografias. A mostra fica em cartaz até o dia 05 de outubro.

     

    Em “Sem Título”, Melim explora novos caminhos para sua pintura, transitando entre o figurativo e o abstrato. “O figurativo surge em cada tela, desconstruído, raspado, fora de registro, incompleto, manchado, escorrido. A desconstrução é também subjetiva, transformando imagens simbólicas em pedaços disformes a serem reconstituídos sem a menor cerimônia”, analisa o curador Baixo Ribeiro.

     

    As imagens trabalhadas pelo artista fazem parte do imaginário popular, de fácil digestão, retiradas de compêndios de propaganda dos anos 50 ou reminiscências da cultura punk/hardcore. Nas obras, elas se tornam pedaços colados, de sentido indeterminado, atemporais, tendo como principal técnica o stencil.

     

    Além das telas, Melim apresenta na exposição uma instalação com azulejos e quatro trabalhos nos quais o artista recicla partes das máscaras de stencil recortadas e sujas de tinta para criar construções que sublinham os vazios entre-desenhos.

     

    A grande novidade em “Sem Título” é uma série de fotografias – primeira vez que Daniel Melim exibe obras nesse suporte. A série é composta por oito imagens em que o artista cria uma narrativa bastante pessoal acerca de suas intervenções no espaço urbano, além de serem seu registro.

     

    Daniel Melim

    Nasceu em São Bernardo do Campo, SP, em 1979. Aprendeu a pintar fazendo graffiti, mas depois estudou artes e pós graduou-se em Linguagens Visuais pela Faculdade Santa Marcelina. Começou a trabalhar com a Choque Cultural em 2005. Participou de exposições no Memorial da América Latina (2006), Museu Afro Brasil (2006), Bienal de Valência (2007), Cans Festival, promovido pelo artista Banksy, em Londres (2008), e da exposição “De dentro para fora/ De fora para dentro”, que levou cerca de 140 mil pessoas ao MASP entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010. É responsável também por dois grandes murais na região central de São Paulo: o Mural da Luz, feito em 2011 como um presente à cidade, e um mural comissionado pelo Memorial da Resistência, espaço onde está instalada a Estação Pinacoteca, finalizado em maio de 2013.

     

    Daniel Melim desenvolve voluntariamente o Projeto Limpão, um site specific em proporção gigantesca, em São Bernardo do Campo. Trata-se da ocupação de todo um bairro, com pinturas nas fachadas das casas, nos corredores e becos do local. As casas do bairro são construídas pelos próprios moradores, num típico exemplo da arquitetura urbana espontânea paulista, sem pertencer a um projeto urbanístico tradicional. Esse trabalho de fôlego não tem data pra acabar: ele vai sendo construído aos poucos, em parceria com ‘o pessoal da capoeira’, nos fins de semana, com a anuência e admiração da comunidade. Também em sua cidade-natal, Melim realizou o Projeto Mural 191, no qual organizou e pintou, junto com cinco artistas, uma extensão de 191 metros.

     

    Daniel Melim por Baixo Ribeiro

    O trabalho de Daniel Melim incorpora elementos da rua e do ambiente urbano, mas transcende os rótulos habitualmente associados a artistas que têm importância para a street art. Reconhecido pelo mercado, está em coleções importantes, como a da Pinacoteca do Estado e do MASP, e faz parte do currículo escolar nas apostilas do ensino médio. Mesmo com todo esse reconhecimento, Melim continua atuante na arte urbana e é um dos maiores expoentes do stencil no Brasil e no mundo. Foi um dos convidados a dividir paredes de um túnel com o artista Banksy no Cans Festival, de Londres, em 2008. Realizou ainda, em São Paulo, possivelmente o maior projeto de pintura usando a técnica das máscaras vazadas: o Mural da Resistência, em frente ao prédio da Pinacoteca do Estado, hoje um reconhecido marco turístico da cidade.

     

    www.choquecultural.com.br