• (11) 3063-4630 / (11) 98108-6767
  • contato@artehall.com.br

  • AgendaDan Galeria

    voltar para a agenda22/11/16 | terça-feira

    Dan Galeria coloca em diálogo obras do Modernismo e do Concretismo brasileiro com peças de tribos africanas na exposição MITO|FORMA
    Se o Renascimento foi a época do resgate da tradição greco-romana, o Modernismo foi o período da descoberta da produção estética das tribos africanas por artistas europeus, como Matisse, Picasso, Vlamick e Derain, que buscaram quebrar as regras da construção, das proporções e das perspectivas estéticas da arte acadêmica em um mundo no qual elas já não faziam sentido. Essa nova influência, que gerou estéticas como o Cubismo, também dialogou com os movimentos artísticos brasileiros desde o Modernismo de 1922 até os movimentos concretistas, como a Dan Galeria apresenta, a partir de 22 de novembro, na exposição Mito|Forma, com curadoria de Peter Cohn e Christian Heymés.

    A mostra

    A exposição coloca em diálogo diferentes momentos do Modernismo e do Concretismo brasileiro representado por obras de artistas como Alfredo Volpi, Ismael Nery, Lygia Clark e Macaparana, com peças produzidas por tribos africanas, como moedas, máscaras, pás e esculturas que, em suas formas, revelam os valores, mitos e crenças de diferentes tribos, numa ligação feita a partir da forma e composição estética da obra, mostrando as semelhanças que existem em estéticas e culturas à primeira vista muito diferentes entre si. “A grande diferença é que toda a composição de peças pelas tribos africanas – moedas, esculturas, máscaras – têm um fim utilitário, seja ele espiritual ou cotidiano, enquanto para nós o fim da arte é a estética”, afirma Christian Heymés. “Isso não quer dizer que para eles a estética não é importante. Pelo contrário: quanto mais apurado for o objeto, esteticamente falando, mais ele servirá à sua função utilitária.”

    “O diálogo entre as obras nos permite ver como o ritmo, o equilíbrio e a tensão, características fundamentais ao Concretismo e ao Neoconcretismo, na verdade, já estavam presentes nas peças das tribos africanas há séculos”, conta Peter Cohn. “O que para nós – assim como para os modernistas europeus – era uma novidade, para eles era a essência da estética que produziam.”

    Entre as obras em diálogo, estão, por exemplo, a Fachada, de Alfredo Volpi, que se conecta, por meio da composição das cores e formas, com uma tanga da tribi kirdi, dos Camarões:

    alfredo volpi, fachada, têmpera sobre cartão, 29 x 15,5 cm e tanga, tribo kirdi, camarões

    O Espaço Modulado n.6, de Lygia Clark, dialoga por meio de sua forma – três partes com “sobras” nas pontas – com uma moeda de troca, da tribo MuMuye, da Nigéria.

    lygia clark , espaço modulado n.6 – 45, tinta industrial sobre madeira, 90 x 30 cm e moeda de troca, tribo mumuye, nigéria

    Uma pintura de Rubem Valetin, por sua vez, se liga a partir da simbologia com a escultura de uma figura xangô, da tribo yoruba, também da Nigéria:

    rubem valentim, emblema relevo – pintura 4, acrílica sobre compensado, 75 x 102 cm e figura xangô, tribo yoruba, nigéria

    Serviço:

    MITO|FORMA
    Vernissage: 22 de novembro, das 17h às 22h
    Período de exposição: de 22 de novembro a 14 de dezembro
    De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h