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    voltar para a agenda25/8/15 | terça-feira

    UNIFOR REALIZA RETROSPECTIVA DE ADRIANA VAREJÃO

     

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    Especimes da flora,(1996) -Fotografia: Vicente de Mello

     

    A Universidade de Fortaleza, da Fundação Edson Queiroz, inaugura no dia 25 de agosto a exposição “Adriana Varejão – Pele do tempo”, no Espaço Cultural Airton Queiroz.

     

    A mostra reúne 32 obras que sintetizam os 30 anos de trabalho da artista. Sob a curadoria de Luisa Duarte, esta mostra retrospectiva tem um caráter introdutório ao trabalho de um dos maiores nomes da arte contemporânea brasileira.

    Para esta mostra inédita, a curadoria optou em apresentar ao público o trabalho de Varejão de maneira clara e pedagógica, focando o caráter constantemente questionador e crítico da artista. “Adriana Varejão – Pele do tempo” traz trabalhos de muitas das diferentes séries produzidas pela artista, atravessando diversos campos: da China ao barroco, da azulejaria à iconografia da colonização, da história da arte à religiosa, do corpo e seu erotismo à cerâmica e aos mapas, ou da tatuagem aos seres aquáticos. Diversas são as histórias, os territórios e as questões exploradas pela artista ao longo de sua carreira.

     

    A exposição, que ficará no Espaço Cultural Airton Queiroz até o dia 29 de novembro, possui duas vertentes fundamentais: a história (o tempo) e o corpo (a pele). A partir da confrontação entre os dois polos, estabelece-se o diálogo entre história e temporalidade, elaborando uma narrativa, não do ponto de vista vencedor, mas sim dos vencidos, e compondo uma pele do tempo, que pode surgir tanto simbolizando marcas de violência, como de erotismo. Segundo a curadora da exposição, “é justamente essa dinâmica, um ir e vir entre temporalidades, enxergando o presente à luz da urgência do passado, o método que irriga o trabalho de Adriana Varejão e nos faz batizar a presente exposição de ‘Pele do tempo’”.

     

    A produção de Adriana está sempre calcada por um gesto que nunca abre mão do ato subversivo: de maneira antropofágica, a artista devora e apropria-se de uma temática e opera, uma espécie de transmutação do seu ponto de partida, nos dando a ver o mesmo sobre outro ponto de vista.

     

    Nas suas pinturas, por exemplo, testemunhamos a transmutação do elevado, do excelso, do ouro, dos anjos de tradicionais obras barrocas, para um universo barroco agora selvagem, sensível, sanguíneo, em carne viva. Quando se apropria de um trabalho dos chamados artistas viajantes, no lugar de endossar uma imagem cordial e dócil do Brasil, a artista desvela nossa violência e desigualdade. Ou ainda, quando traz à tona a questão da miscigenação, traz para o presente a memória de uma dolorosa herança colonial portuguesa, momento em que Adriana dobra e esgarça sua mensagem, resultando sempre em um ato de potência criativa, eloquência visual e verticalidade conceitual.

     

    Serviço

    Adriana Varejão – Pele do tempo

    Abertura | 25 de agosto de 2015, às 20h

    Visitação | 26 de agosto a 29 de novembro de 2015

    A visitação ao Espaço Cultural Airton Queiroz é gratuita e pode ser feita de terça a sexta, das 9h às 19h; sábados, das 10h às 18h; domingos, das 12h às 18h

    Espaço Cultural Airton Queiroz – Campus da Universidade de Fortaleza

    Av. Washington Soares, 1321 – Edson Queiroz.

     

    No dia 25 de agosto, durante a tarde, a curadora e a artista atendem a imprensa no Espaço Cultural Airton Queiroz.

    No dia 26 de agosto pela manhã (das 10h às 12h aprox.), no Espaço Cultural
    Airton Queiroz, haverá uma conversa informal, para convidados, com Adriana Varejão e a curadora Luisa Duarte, seguida de uma visita guiada à exposição conduzida pela própria artista e pela curadora.

     

    Adriana Varejão – Adriana Varejão é artista plástica e nasceu e vive no Rio de Janeiro. Participou de bienais como São Paulo (1994 e 1998), Sydney (2001), Istanbul (2011), SITE Santa Fé (2004), Liverpoll (1999 e 2006) e Mercosul (1997 e 2005). Sua obra já foi mostrada em grandes instituições internacionais como MoMA (Nova York), Fundação Cartier (Paris), Centro Cultural de Belém (Lisboa), Hara Museum (Tóquio) e The Institute of Contemporary Art (Boston). Um pavilhão dedicado à sua obra pode ser visto no Instituto Inhotim, em Minas Gerais. A artista está presente em acervos de importantes instituições, entre elas Tate Modern, Fundação Cartier, Hara Museum, Stedelijk Museum e Guggenheim. Adriana Varejão recebeu o Prêmio Mario Pedrosa (artista de linguagem contemporânea), da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e o Grande Prêmio da Crítica, da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), pela exposição “Histórias às margens”, realizada em 2012/13 no MAM SP, MAM Rio e MALBA.

     

    Luisa Duarte – Nasceu em 1979, vive e trabalha entre Rio e São Paulo. Crítica de arte e curadora independente. É crítica de arte do jornal O Globo, desde 2010. Mestre em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica – PUC-SP. Foi por cinco anos membro do Conselho Consultivo do MAM-SP (2009-2013). Foi curadora do programa Rumos Artes Visuais, Instituto Itaú Cultural (2005/ 2006); coordenadora geral do ciclo de conferências “A Bienal de São Paulo e o Meio Artístico Brasileiro – Memória e Projeção”, plataforma de debates da 28ª Bienal Internacional de São Paulo; curadora de quatro edições do Red Bull House of Art, projeto de residências artísticas e mostras no centro de São Paulo voltado para artistas em começo de trajetória, 2009/2010; curadora da exposição coletiva “Um Outro Lugar”, MAM – SP, 2011; integrou a equipe de curadoria de Hans Ulrich Obrist para a mostra “The Insides are on the Outside”, Casa de Vidro de Lina Bo Bardi, São Paulo, 2013; organizadora, em dupla com Adriano Pedrosa, do livro ABC – Arte Brasileira Contemporânea, Cosac & Naify, 2014; curadora, em parceria com Julia Rebouças e Moacir dos Anjos, do livro “Outras Fotografias na arte brasileira no Século XXI”, Editora Cobogó, 2015; coordena a implantação do núcleo significativo sobre Walter Benjamin para a Biblioteca do MAR – Museu de Arte do Rio de Janeiro, 2015.

     

    Sobre a Fundação Edson Queiroz – Como poucas instituições no Brasil fora do eixo Rio-São Paulo, a Fundação Edson Queiroz construiu um amplo acervo de arte brasileira, sobretudo do século 20, com obras de artistas do porte de Lygia Clark, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, entre outros. A articulação entre a educação superior e as artes faz parte da essência da Fundação Edson Queiroz, mantenedora da Universidade de Fortaleza (Unifor), onde a comunidade acadêmica convive em harmonia com as artes visuais, o teatro, a música e a dança, por meio da realização de exposições e espetáculos e do apoio permanente a seus grupos de arte – Big Band, Camerata, Cia. de Dança, Coral, Grupo Mirante de Teatro, Orquestra Infantil de Sanfonas, Grupo Infantil de Flautas e Grupo Infantil de Violinos. A Fundação mantém ainda a Biblioteca de Acervos Especiais, composta por livros raros adquiridos da coleção de Francisco Matarazzo Sobrinho, aberta à visitação pública sob agendamento.

     

    Sobre o Espaço Cultural Airton Queiroz – Criado em 1988 e ampliado em 2004, o Espaço Cultural Airton Queiroz apresenta estrutura compatível à dos grandes salões de arte do mundo. O espaço, localizado no prédio da Reitoria da Universidade, já recebeu nomes de importância da arte internacional, como Rembrandt, Rubens e Miró, artistas brasileiros consagrados, como Iberê Camargo, Antonio Bandeira e Candido Portinari, e novos talentos da arte cearense e nordestina. O ambiente reflete a figura do chanceler Airton Queiroz, presidente da Fundação Edson Queiroz, que parte da compreensão da capacidade que a arte detém de ampliar conhecimentos em todas as áreas do conhecimento. Por meio do Projeto Arte-Educação, estudantes de escolas públicas e particulares são guiados por monitores especialmente treinados, reforçando o caráter educativo da visitação.

    Sobre a Base7 – Provedora de ideias e soluções para empreendimentos culturais, atua de forma integrada e multidisciplinar na concepção, planejamento, produção e coordenação de projetos, produtos e eventos, além de fornecer consultoria especializada a organizações e empresas no Brasil e no exterior. É reconhecida pela especialidade em geração de conteúdo, aplicação de tecnologia e know-how em gestão na área cultural, contando com a experiência de mais de 30 anos de seu corpo diretivo no desenvolvimento de projetos socioculturais aliado ao fortalecimento de valores e imagem de empresas e instituições públicas ou privadas. A Base7 conta com uma equipe multidisciplinar composta por profissionais das áreas de pesquisa, produção cultural, comunicação, artes plásticas, design, administração, tecnologia, museologia, arquitetura, história e literatura.