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  • AgendaFotógrafa alemã Iwajla Klinke abre exposição no espaço Transarte.

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    Abertura 20 de fevereiro – até 11 de junho de 2014

    A fotógrafa tangencia o sobrenatural ao transitar entre o humano e a natureza

     Iwajla Klinke, Sem título, 2013_14, ed. 5, série Marujo, c-print on hahnemuehle paper, 42X29 cm


    Iwajla Klinke, Sem título, 2013_14, ed. 5, série Marujo, c-print on hahnemuehle paper, 42X29 cm

    Coerente em sua proposta de apostar em projetos de artistas residentes, que desafiam pelas temáticas e limites da representação, além de iluminar a questão do gênero, o Transarte realiza sua segunda exposição com obras de Iwajla Klinke.

    A artista alemã, que nasceu (1976) e mora em Berlim, reúne nesta mostra alguns trabalhos de suas expedições pela Europa, Canadá e Brasil realizados em 2013. O núcleo brasileiro inédito apresenta séries de retratos e composições de elementos da natureza que a surpreenderam. Usando a fotografia pura, sem luz artificial e sem manipulação digital, ela evidencia a sua lente Cult. “Iwajla negocia, com o delírio e a fantasia, sua maneira realista e despudorada de transgredir”, afirma Maria Helena Peres, idealizadora e diretora do espaço Transarte.

    Iwajla Klinke, Sem título, 2013_14, ed. 5, série Candelabro aquático, c-print on hahnemuehle paper, 21X30 cm

    Iwajla Klinke, Sem título, 2013_14, ed. 5, série Candelabro aquático, c-print on hahnemuehle paper, 21X30 cm

    Sua obra, tão particular quanto a sua figura, já que Klinke é andrógena, estabelece relações do humano e da natureza com o sagrado. Sua forma de retratar pessoas, como a realizada no Brasil, conforme escreve Jorge Colli, “faz com que as imagens cheguem ate nós como vindas de um sonho embebido em espiritualidade”. Já nas chamadas “naturezas mortas” que produziu também por aqui, ela lança mão de pedaços de frutos, alimentos e plantas ao redor, para ali mesmo retirar toda a exuberância destas formas orgânicas que a provocaram. “Elas se organizam como as de Eckhout, um Eckhout convertido, católico, e tomado pela mística de Zurbarán”, escreve o crítico.

    Com fundo neutro, preto ou marron, Klinke usa luz natural para criar efeito sépia remetendo a uma pintura de Vermeer, conforme ressaltou o crítico e colaborador da Art News e do Wall Street International, David Galloway, sobre a mostra da artista em cartaz até março, na galeria Voss, em Dusseldorf. “O que também parece irradiar em suas sobras é uma luz interior, espécie de epifania profundamente enraizada nos rituais cujas origens podem ter sido esquecidas, mas cuja energia espiritual persiste”, destaca Galloway.

    Iwajla Klinke, Sem título, 2010, ed. 5, série Ritual Memories, c-print on hahnemuehle paper, 80X60 cm

    Iwajla Klinke, Sem título, 2010, ed. 5, série Ritual Memories, c-print on hahnemuehle paper, 80X60 cm

    Sobre a artista

    Fotógrafa e cineasta baseada em Berlin, Iwajla Klinke estudou Ciência Política, Estudos Judaicos e Estudos Islâmicos na Universidade Livre de Berlim e trabalhou como jornalista durante muitos anos antes de dirigir seu primeiro filme, “Moskobiye”, em 2004. Seu segundo filme, “The Raging Grannies Anti Occupation Club” (o clube anti-ocupação das vovós enfurecidas), foi lançado para aclamação da crítica em 2007. Com obras no acervo da Saatchi Gallery, em Londres, Klinke, graças a seu interesse pela internet, tem um grande número de seguidores em suas redes sociais.

     

    www.transarte.net   

    www.facebook.com/TransarteBrazil  

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