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  • AgendaGaleria Jaqueline Martins reúne arquivos históricos dos grupos Equipe3 e Arte/Ação

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    Foto da série “Evento com a pedra Event”, 1975

    Mostra reúne registros de instalações marcantes na historia da arte brasileira

    A Galeria Jaqueline Martins apresenta, a partir de 28/08/14, às 18h,

    exposição com documentos e projetos para instalações que registram a

    produção dos grupos Equipe3 e Arte/Ação. A mostra tem curadoria de Mirtes

    Marins de Oliveira e complementa a exposição que abre em 30/08, no Solar

    da Marquesa de Santos, centro de São Paulo, com a remontagem de uma

    instalação da Equipe3.

    A Equipe3 é formada por Francisco Iñarra (1947 – 2009), Genilson Soares

    (1948) e Lydia Okumura (1948), e sua produção acontece entre 1970 e

    1979. Já o Arte/Ação tem sua origem na Equipe3, tendo sido constituído por

    Francisco e Genilson após a partida de Lydia para Nova York, em 1973, e

    permanece em atividade entre 1974 e 1979.

    No debate artístico daquela década, o trabalho pioneiro desses artistas

    colocou em xeque os limites das instituições artísticas relacionados aos

    critérios de seleção, apresentação ou mesmo existência do objeto artístico.

    Isso inclui as experiências realizadas em Jovem Arte Contemporânea (JAC),

    programa de exposições realizado entre 1967-1974 na gestão de Walter

    Zanini no MAC-USP. Entre alguns dos experimentos extraordinários que

    realizaram, a dupla questionou a permanência atemporal da arte em espaços

    museológicos. O irônico “Encontro Com a Pedra Event”, por exemplo, retirou

    clandestinamente importantes obras do acervo do MAC, de artistas como

    De Chirico e Shihiro Shimotani, e as levou para “passear” do lado de fora

    do museu, criando desdobramentos em forma de “eventos” ou “encontros

    de obras”, dentro e fora do perímetro institucional, além de uma série de

    registros fotográficos.

    Ambos partiam da premissa que a documentação do processo artístico é

    intrínseca às ações. Em outro conjunto de trabalhos, realizados na 14a Bienal

    Internacional de São Paulo (1977), o Arte/Ação ocupou e utilizou como ateliê

    durante três meses o edifício projetado por Niemeyer, fazendo inúmeras

    experiências escultóricas com os materiais encontrados no prédio e nos

    porões da Bienal, das quais expuseram os registros.

    No marco da 31a Bienal Internacional de São Paulo, as duas mostras

    oferecerão ao público a possibilidade de avaliar em dois espaços físicos

    diferentes a permanência plástica e conceitual de suas produções.