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    voltar para a agenda3/2/16 | quarta-feira

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    Criado pelo Instituto Tomie Ohtake em 2013, o Programa Arte Atual se consolida como plataforma para pesquisas e trabalhos inéditos de jovens artistas e como um espaço de mostras coletivas construídas a partir de perspectivas múltiplas e heterogêneas sobre uma mesma questão. De início concebido para realizar-se anualmente, apresentou em suas três primeiras edições 10 artistas em distintas configurações e motes e, em 2015, gerou um novo programa associado: o Festival Arte Atual, no qual artistas ainda mais jovens são convidados para um processo dinâmico e experimental de exposição.

    Neste ano, o Arte Atual ganha novo fôlego, apresentando-se como um programa que ao longo do ano realiza diversas mostras pensadas a partir de um tema central que funciona como denominador comum, lido por diferentes horizontes a cada nova montagem. “O conjunto da Banalidade (volumes 1, 2, 3 e 4) pode ser entendido como um livro e seus vários capítulos, organizados intermitentemente com diferentes artistas, abordagens e leituras”, explica Paulo Miyada, curador do Instituto Tomie Ohtake.

    Tomando emprestado seu nome da clássica tratadística renascentista do século XV, da Banalidade funciona, diz Miyada, como um ensaio sobre o senso comum, a superfície das coisas, as coisas pequenas, a delicadeza, a banalidade do mal e a banalização do político. Segundo o curador, a cada leitura novos jeitos de lidar com este grande tema se desdobram nos projetos dos artistas convidados a integrar essa proposta. 

    Neste primeiro volume, Ana Elisa Egreja, Julia Kater e Cabelo – por meio de pinturas, serigrafias, instalações e vídeos– associam e discutem a frivolidade, a futilidade, o mau gosto, a tolice, o que passa despercebido, a delicadeza, o pequeno e o ordinário, numa tentativa inicial de refletir sobre a muitas formas da banalidade. “O que interessa aqui não é demonstrar como os artistas podem fazer algo especial valendo-se de coisas materiais banais, ao contrário, é acompanhá-los no manuseio do banal enquanto banal, aproveitando sua suposta falta de especificidade, aura e valor na tentativa de pensar seus significados mais desconcertantes”, explica Miyada.

    O Programa Arte Atual é realizado por meio de parcerias entre o do Instituto Tomie Ohtake e galerias de arte, que apoiam a realização do projeto e das obras de seus artistas representados.  Nesta edição, contou com a colaboração das galerias Leme, Marília Razuk e SIM.