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  • AgendaIuri Sarmento apresenta”Quimera Tropical”

    voltar para a agenda28/12/17 | quinta-feira

    Iuri Sarmento

    Abertura: terça feira, 28 de novembro de 2017

    16h às 22h.

    Arte-Hall

    Sobre o artista:

    IURI SARMENTO

    MONTES CLAROS MG | 1969. Vive e trabalha em São Paulo.

    Pintor. Formado em artes plásticas pela Escola Guignard, Belo Horizonte. Viveu muitos anos em Salvador, por isso suas referências a azulejaria portuguesa. Fez várias mostras pelo Brasil bem como já expos na Espanha, Portugal, Argentina e sua última individual foi em Paris na galeria Agnes Monplaisir.

    As pinturas de IURI SARMENTO relacionam-se diretamente com a nossa herança visual portuguesa e nos remetem a imagens recorrentes que ocupam o lugar devido em nossa memória cultural e afetiva.

    Suas composições pop-barroco elogiam o excesso e a saturação. Somam-se à justaposição de cores improváveis, uma infinidade de texturas e detalhes diferentes – brilhantes e opacos, listras e bolas, flores e figuras geométricas – formando um excepcional vocabulário de efeitos pictóricos.

    IURI SARMENTO faz parte de uma geração de artistas da Bahia que obtiveram ressonância nacional a partir de uma eficiente estratégia promovida pelo Museu de Arte Moderna da Bahia nos anos 90.

    Suas figuras curiosas nos remetem ao grande mestre Sante Scaldaferri e determinam um diálogo profundo com a arte popular nordestina. Ao mesmo tempo Iuri é discípulo criativo e diferenciado de artistas valiosos da geração 80 como Leonílson, Beatriz Milhazes e Adriana Varejão.

    Texto Critico:

    QUIMERA TROPICAL

    QUIMERA, nos dicionários brasileiros, traz consigo uma série de definições literais e outras figuradas que, como luva, cabe na busca pela compreensão do trabalho de Iuri Sarmento.

    A primeira delas, do grego khímaira, define o monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão. De certa forma, estaria aí o propósito do artista: a criação de uma obra multiforme, uma miscelânea de ideias e sentidos na qual se encontram junções inesperadas de cores, alternância de temas como o sagrado e profano, o passado visto sob uma perspectiva absolutamente contemporânea e o convívio de figurações que guardam texturas distintas e, aparentemente, incompatíveis. Minuciosidade que requer paciência oriental e infinitas repetições resultando em algo que flerta com o naïf, mas vai além! Cenas que parecem retiradas de um Toile de Jouy convivem, harmoniosamente, com a azulejaria portuguesa, a fauna e a flora, os trópicos, em um figurativo que, não raro, transporta-se para a abstração! Vez por outra, as obras brincam com os astros e nos deixam vestígios da paixão do artista pela moda.

    No sentido conotativo, Quimera pode ser definida como fantasia, devaneio, sonho. É aqui que Iuri nos pega pela mão e nos leva a conhecer seu jardim secreto. Passearemos por uma coleção de afetos, papéis de parede que guardam lembranças íntimas, imagens a nos transportar para lugares que conhecemos ou a nos fazer sentir saudades daqueles que não visitamos. A exaltação corajosa e singela do que é belo admite o excesso, o derramar e, ao final, já não mais caminhando pelo chão, somos alçados ao voo e, em paz, temos a sensação de que estamos flutuando entre nuvens de delicadeza e acolhimento.

    E, se é bem verdade que Quimera também possa significar o inalcançável, tanto melhor… Iuri nos propõe buscar o que é fugidio dentro de nós…

    ZECA ABUD

    SERVIÇO:

    Quimera Tropical

    Abertura: 28 de novembro das 16h
 às 22h

    Período expositivo: 28 de novembro a 21 de dezembro

    Endereço: Rua Cônego Eugenio Leite 240 – Jardim Europa, São Paulo

    Visitação: de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h

    Telefone: (11) 3063-4630