• (11) 3063-4630 / (11) 98108-6767
  • contato@artehall.com.br

  • AgendaLançamento do livro Geraldo de Barros e a fotografia

    voltar para a agenda31/1/15 | sábado

    Instituto Moreira Salles recebe mais de 2.000 itens

    do acervo fotográfico do artista Geraldo de Barros

    No próximo dia 31, acontece o lançamento do livro Geraldo de Barros e a fotografia e uma conversa com Paulo Sergio Duarte, crítico de arte

     

    O Instituto Moreira Salles recebeu recentemente mais de 2.000 itens que compõem o acervo das séries fotográficas Fotoformas (1940-1950) e Sobras (1996-1998), do artista paulista Geraldo de Barros. A chegada desse conjunto cria um caminho fértil para entender o processo de trabalho do artista e torna o IMS um centro de pesquisa e referência para o estudo da sua obra. Ter na coleção da instituição um grande nome da fotografia moderna abre portas para outros artistas e obras que estão na fronteira entre fotografia e arte.

     

    A coleção chega ao instituto de duas maneiras: por meio da aquisição da série Fotoformas, com cerca de 620 itens (negativos, negativos desenhados, recortados, contatos cortados e desenhados), e pelo comodato por sete anos da série Sobras (cerca de 1.600 peças, sendo 249 colagens de negativos sobre vidro e 300 cópias de trabalho aprovadas pelo artista em vida). A coleção das Sobras inclui ainda aproximadamente 1.000 itens que fazem parte do corpo estendido do material (negativos, ampliações, sobras de negativos, contatos etc.), utilizados na produção dessa série. Além dos dois conjuntos, o IMS recebeu também uma cópia digitalizada de todo o arquivo de documentos, publicações, fôlderes, fotos pessoais, recortes de jornais, reunido pela família a partir dos anos 1980.

     

    Para celebrar a chegada da coleção de Geraldo de Barros, o IMS lança, em parceria com o Sesc São Paulo, o livroGeraldo de Barros e a fotografia, que acompanha a exposição homônima em cartaz no IMS-RJ, e que será apresentada no Sesc Belenzinho a partir de abril deste ano. A publicação é mais que um catálogo da mostra. Trata-se de um livro de referência sobre a produção de Geraldo de Barros, com textos inéditos de Heloisa Espada, organizadora do volume, Simone Förster, Tadeu Chiarelli, João Bandeira e Giovanna Bragaglia. Trazendo novos dados sobre a formação do artista, os textos enfocam assuntos ainda pouco abordados, tais como sua atuação no Foto Cine Clube Bandeirante, a relação de sua obra com a fotografia europeia do segundo pós-guerra, sua relação com os artistas concretos do Rio de Janeiro, a presença da fotografia em suas pinturas pops e a série Sobras.

     

    O lançamento será no dia 31 de janeiro, após o encontro com Paulo Sergio Duarte, crítico de arte e professor da Universidade Candido Mendes, na exposição do artista em cartaz na casa da Gávea. O encontro faz parte da série “Conversas na galeria”, organizada pela Coordenação de Pesquisa e Educação do IMS, e tem como objetivo fomentar o debate em contato diretamente com as obras de arte expostas nas mostras promovidas pelo instituto. Todas as conversas são sempre gratuitas e abertas ao público.

     

    Programação “Conversas na galeria” e lançamento do livro Geraldo de Barros e a fotografia

     

    Sábado, 31 de janeiro de 2015, às 17h

    Com Paulo Sergio Duarte, crítico de arte e professor da Universidade Candido Mendes

    Entrada gratuita

     

    Título: Geraldo de Barros e a fotografia

    ISBN 978-85-8346-017-6 (IMS)

    ISBN 978-85-7995-163-3 (Edições Sesc São Paulo)

    Formato: 25 x 30 cm

    Nº de páginas: 300

    Preço: R$ 159,90

     

    Sobre a exposição Geraldo de Barros e a fotografia

    Desde 18 de outubro, o Instituto Moreira Salles apresenta em sua sede do Rio de Janeiro a exposição Geraldo de Barros e a fotografia. Com mais de 300 obras, essa é a maior exposição do designer, pintor e fotógrafo brasileiro Geraldo de Barros (1923-1998) já realizada no Rio de Janeiro. A mostra resgata aspectos históricos e o caráter experimental da obra fotográfica do artista, enfocando sua relação com as gravuras e pinturas realizadas entre os anos 1940 e 1990. A curadoria é da pesquisadora Heloisa Espada, coordenadora de artes visuais do IMS.

    Geraldo de Barros e a fotografia é organizada em três núcleos. O primeiro deles aborda a série fotográfica Fotoformas, produzida entre os anos 1940 e 1950. Serão mostrados exemplos das primeiras fotografias e desenhos feitos pelo artista no imediato pós-guerra, período em que ainda estava envolvido com uma pintura gestual de influência expressionista, monotipias que testemunham o início de seu envolvimento com a arte abstrata e pinturas concretas realizadas na década de 1950, quando o artista era membro do grupo Ruptura. Essa produção será mostrada lado a lado às diversas experimentações fotográficas realizadas por Barros em Fotoformas: detalhes que enfatizam a estrutura geométrica de objetos do cotidiano; imagens borradas; solarizações; fotografias realizadas a partir de negativos pintados e riscados com instrumentos de gravura; fotografias abstratas realizadas a partir de múltiplas exposições do mesmo negativo; montagens de negativos etc.

    Geraldo de Barros produzia fotografia, gravura e pintura de forma concomitante, e as diversas técnicas faziam parte de um mesmo processo criativo. Com o intuito de aproximar o público desse rico processo de trabalho, serão mostrados exemplos de negativos riscados pelo artista, bem como folhas de contatos originais que evidenciam as diferentes formas de intervenção na fotografia feitas por Barros. Nesse núcleo, o visitante encontrará também um grande número de cópias vintage, oriundas de diversas coleções institucionais e privadas, que evidenciam as preocupações formais do artista ao ampliar suas imagens.

    Com o objetivo de enfocar os modos originais de exibição das fotografias de Geraldo de Barros, a primeira sala será dedicada à exposição Fotoforma, que o artista realizou no Masp, ainda localizado na rua Sete de Abril, no centro de São Paulo, em 1951. Serão mostrados documentos fotográficos, notícias e críticas sobre aquela que foi sua primeira exposição fotográfica.

    O segundo núcleo da exposição é dedicado às pinturas realizadas pelo artista nos anos 1960 e 1970. Assim como outros pintores concretos de sua geração, nessa época Geraldo de Barros se aproximou da Pop Art e da chamada Nova Figuração, que retomava a arte figurativa no contexto da cultura de massas. Ele pintava sobre fragmentos deoutdoors publicitários, apropriando-se das fotografias usadas nos cartazes. Ao destacar o aspecto grotesco e invasivo da propaganda, as obras assumem um forte teor crítico.

    A terceira parte da exposição aborda a série Sobras, realizada em seus últimos anos de vida, um momento em que Barros se encontrava parcialmente paralisado por uma série de isquemias cerebrais que sofreu a partir dos anos 1970. Após anos afastado da fotografia, Geraldo de Barros volta-se para seu arquivo de fotos de família guardado ao longo de décadas. Com a ajuda de uma assistente, ele corta, risca e monta pequenos fragmentos de negativos 35 mm sobre placas de vidros.

     

    Geraldo de Barros e a fotografia mostrará pela primeira vez o conjunto completo de 268 colagens de negativos e positivos sobre vidro realizado pelo artista no fim dos anos 1990, além de cerca de 70 fotografias ampliadas a partir dessas pequenas colagens. Dessa maneira, a série Sobras será apresentada como um intenso e fértil processo de trabalho, no qual, mais uma vez, Geraldo de Barros se distanciou do caráter documental da fotografia, manipulando-a e transformando-a de diferentes maneiras.

     

    A exposição e o livro que a acompanha são frutos de uma parceria entre o Instituto Moreira Salles e o Sesc/SP, a instituição brasileira detentora da maior coleção fotográfica do artista, que apresentará Geraldo de Barros e a fotografia na cidade de São Paulo, em 2015.

     

     

    Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
    Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
    Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500