• (11) 3063-4630 / (11) 98108-6767
  • contato@artehall.com.br

  • AgendaLOGO apresenta coletivo argentino Doma

    voltar para a agenda

    LOGO apresenta em abril e maio a primeira individual do coletivo argentino Doma no Brasil

    Curador argentino Rodrigo Alonso assina a curadoria da mostra

     

    Doma, Anti-Present, 2013, maquete em cápsula de acrílico, 25x25cm

    Doma, Anti-Present, 2013, maquete em cápsula de acrílico, 25x25cm

    A galeria LOGO apresenta de 1 de abril a 24 de maio de 2014 Multiverso, a primeira mostra individual do coletivo argentino Doma no Brasil. Serão exibidas mais de 20 obras em diversas mídias e formatos, dentre elas instalações, desenhos, objetos e impressões criadas especialmente para esta exposição. A curadoria fica a cargo do argentino Rodrigo Alonso, responsável pelo pavilhão da Argentina na penúltima Bienal de Veneza.

    A teoria do multiverso sugere a possível existência de universos múltiplos paralelos ou alternativos, que funcionariam de maneiras distintas das que conhecemos, seguindo leis e variáveis diferentes das nossas. O grupo Doma parte dessa teoria para colocar em jogo uma visão singular sobre o mundo que habitamos e a realidade social em que vivemos.

    Doma, Rápida lentitud, 2014, maquete em cápsula de acrílico, 40cm de diâmetro

    Doma, Rápida lentitud, 2014, maquete em cápsula de acrílico, 40cm de diâmetro

    Com um tom que oscila entre a ironia e o humor, porém sempre crítico, os trabalhos apresentam situações cotidianas do mundo contemporâneo globalizado, chamando a atenção para os contrastes, conflitos e desigualdades com que nos deparamos diariamente. É o caso de duas instalações que não revelam o rosto de uma criança. Sua presença carrega o espaço expositivo com uma clima enigmático e perturbador. Sem conhecer sua identidade, o espectador é levado a questionar se a criança é um protagonista da própria obra ou um símbolo mais amplo de invisibilidade ou desaparecimento social.

    A exposição exibe ainda uma série de cápsulas de acrílico divididas ao meio, sendo uma parte o complemento da outra. Elas retratam cenários diminutos de personagens em situações cotidianas. À primeira vista, os pequenos bonecos e objetos que protagonizam esses teatros mundanos evocam cenas divertidas, de jogo e brincadeira, no entanto, um olhar mais atento revela aos poucos uma realidade mais controversa e obscura. Por exemplo, um conjunto de imagens inseridas em um suporte lenticular exibe o desenvolvimento espetacular de uma explosão atômica. Em Sin final no hay principio (2014), o cataclisma avassalador reverbera em ondas concêntricas por uma cidade fictícia, devastando a paisagem a partir da metrópole em direção ao subúrbio.

    Doma, Winner, 2014, maquete em cápsula de acrílico, 40cm de diâmetro

    Doma, Winner, 2014, maquete em cápsula de acrílico, 40cm de diâmetro

    Algumas obras apresentam qualidades cinéticas reais ou virtuais, convidando o espectador a interagir com elas; outras, incoporam recursos de animação, uma mídia frequentemente utilizada pelo grupo Doma em vídeos, sessões musicais e intervenções de tv. Multiverso oferece um panorama sucinto, porém representativo, da produção atual desse coletivo de artistas argentinos que surgiu no âmbito da arte urbana de Buenos Aires e hoje possui uma destacada presença internacional.

    Biografia

    Coletivo Doma (Argentina, 1998)

    Inspirados pelo conceito de que toda ação estimula uma reação, o coletivo argentino Doma cria universos fantásticos, absurdos e por vezes lúdicos, que diretamente referenciam a sociedade onde vive. O grupo, formado por Julian Pablo Manzelli e Orilo Blandini, surgiu em 1998 em meio ao colapso político e econômico da Argentina, e de imediato assumiu uma postura crítica, apesar de otimista e divertida, ao contexto caótico por qual passavam. A partir de intervenções urbanas, o Doma tornou-se um dos coletivos mais importantes no final dos anos 90 em Buenos Aires. Atualmente, o Doma transita em diversas mídias, especialmente audiovisuais, realizando animações, filmes, desenhos, serigrafias e esculturas, que normalmente são inseridas em grandes instalações. Seus personagens e bonecos de pelúcia monumentais não só desafiam a percepção, mas também oferecem estímulos alternativos e pontos de vista inusitados, forçando o espectador a uma reação ativa.

    Os artistas do Doma têm formação em design gráfico, audiovisual e ilustração pela Universidade de Buenos Aires (UBA). Em maio de 2008, inauguraram a galeria Turbo com o objetivo de exibir e promover artistas locais, além de suas próprias iniciativas. Como coletivo, o grupo desenvolveu projetos e exposições nos principais centros de arte do mundo, dentre elas Buenos Aires (Contemporáneos II, Malba, 2003), Berlim (No Tango, 2004; Stupid Tank, Planet Prozess, 2007; Carne Tour, Berlin Neurotitan Gallery, 2009), Nova York (Doma Exhibition, Zakka Corp., 2004), Barcelona (Doma Show, Maxalot, 2006), México (Pictoplasma, 2006-2007), Santiago de Chile (Transferencia, Feria ChaCo, 2011), São Paulo (Templo Criptométrico, 2012) e Toronto (This is Not a Toy, Design Exchange, 2014).

    Biografia

    Rodrigo Alonso

    Rodrigo Alonso vive e trabalha em Buenos Aires. É curador independente, pesquisador e teórico especializado em arte contemporânea, arte e tecnologia e novas mídias. Escreve periodicamente para jornais, publicacões de arte e catálogos, tendo publicado inúmeros livros e ensaios em revistas especializadas. Faz parte do corpo docente de programas de graduação e pós-graduação em universidades da Argentina, América Latina e Europa, atuando ainda como jurado de prêmios e fundações internacionais.

    Como curador independente organizou exposições internacionais, dentre as mais recentes estão: Pop, realismos e política. Brasil/Argentina. 1960s (com Paulo Herkenhoff. Fundación Proa, Buenos Aires, Argentina; Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil; GAMEC, Bérgamo, Italia, 2012-2013); Arqueologías a destiempo (Galería Gabriela Mistral, Santiago de Chile, 2012), Situating No-Land (Slough Foundation, Philadelphia, USA, 2011), Tales of Resistance and Change (Frankfurter Kunstverein, Frankfurt, 2010), ¡Afuera! Arte en espacios públicos (Córdoba, Argentina, com Gerardo Mosquera). Em 2011 foi o curador do pavilhão argentino (Adrián Villar Rojas) na 54ª Bienal de Veneza.