• (11) 3063-4630 / (11) 98108-6767
  • contato@artehall.com.br

  • Agenda‘O Soberano Discreto’ de Fernando Lindote na Central Galeria

    voltar para a agenda

    Zé do Canini_ Lindote_ Central Galeria_2013jul18_0020_menor

    A partir de 8 de agosto, o artista gaúcho retrata as contradições entre projetos e ações da política nacional em algumas das 16 obras, na exposição O Soberano Discreto

     A partir de contraposições, o artista visual Fernando Lindote apresenta 13 pinturas em óleo sobre tela e duas esculturas em bronze na mostra O Soberano Discreto, a partir de 8 de agosto, na Central Galeria, na Vila Madalena, São Paulo.

    Em tempos de manifestações e engajamento político, Lindote propõe um diálogo com a política brasileira nas últimas décadas. “Na pintura Brasília está estampada a imagem do Congresso Nacional, a arquitetura de Niemeyer. Escolhi fazer uma tela com pequenas dimensões, que guarda a diminuição do sonho com a realidade política brasileira dos anos de 1960, a ditadura que eu vivi”, diz o artista. “Usei um tratamento tosco, que contrasta a utopia do arquiteto, o projeto elegante, assim como acontece na construção do edifício. A beleza das formas, das curvas e mesmo da da cor branca não resiste à aproximação do observador. Quando estamos perto, estas curvas são descontínuas; vemos rachaduras, remendos e plantas que brotam em todos os cantos, simbolizando a falência do ideal que a cidade originalmente chamou para si”.

    Lindote também resgata a experiência de 30 anos criando instalações e aplica na expografia da mostra. “Da maneira como as obras estão dispostas na Central Galeria, o público é direcionado a ver uma obra por vez, o que leva a uma fruição específica, em que a relação entre as imagens é feita por meio da memória e não da visão imediata”, explica.

    A questão da identidade, do jogo político, continua com a figura aparente inocente de um Zé Carioca, personagem da Disney. Mas a representação escondem uma pesquisa de Lindote a respeito dos desenhistas – inclusive um brasileiro – e os interesses norte-americanos envolvidos nas formas do papagaio e na ambientação do quadrinho no morro do Rio de Janeiro.

    A tela de 2 X 3 m que dá título à exposição, O Soberano Discreto, apresenta diversas camadas de pinturas e desenhos – incluindo flores, entre as formas – , que não dialogam, e um espaço vazio no centro. Essa área não pintada está presente em outras obras de Lindote. “Não tenho um modo específico de pintar. Posso pintar de qualquer modo. Proponho disjunções, espaços para as pessoas pensarem”, afirma.

    Seis obras de Fernando Lindote, da série Desenhos Antelo, estão expostas na nova sede do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC) USP, na mostra O Artista como Autor / O Artista como Editor, com curadoria de Tadeu Chiarelli.  Fazem parte dessa mostra pinturas incorporadas ao acervo do museu em 2011.

    Sobre Fernando Lindote: Gaúcho de Santana do Livramento, nasceu em 1960. Ao longo de sua carreira, já teve passagem pela pintura, escultura, performance, fotografia, vídeo, instalação, e experiências em escala pública, trabalhos de inserção urbana, e híbridos. Participou da 29ª Bienal de São Paulo (2010), do Panorama da Arte Brasileira, no MAM-SP (2005), da V Bienal do Mercosul (Porto Alegre, RS), e realizou mostras no Instituto Tomie Ohtake (Experiências com o Corpo, 2002), no CCBB Rio (A cisão da Superfície, 2012), Museu de Arte Contemporânea de Curitiba (Desenho/escultura, 2004), e Museu Victor Meirelles em Florianópolis (Muito Perto, 2002), Centro Cultural de Espanã (No Olho do Outro, Montevideo, Uruguai, 2006); e Itaú Cultural (O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira.

    Horário de funcionamento: 10h às 19h de segunda a sexta-feira, 10h às 17h aos sábados