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  • Agenda‘Pensamento pantográfico’ de Artur Lescher na Galeria Nara Roesler

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    artur lescher  “pensamento pantográfico”
    dez obras inéditas do escultor paulistano serão exibidas na Galeria Nara Roesler. Feitas em madeira, basalto, aço e latão, as obras
    remetem – física ou conceitualmente – ao pantógrafo (expansível e retrátil) e à sua função (ampliação ou redução)

     

     

    A mostra reúne a produção recente do artista, apresentando dez
    obras inéditas, sendo algumas delas concebidas especialmente
    para o espaço da galeria. Feitas em madeira, basalto, aço e latão
    as obras – física ou conceitualmente – apresentam as
    capacidades de avanço e recuo sobre si mesmas.
    As esculturas, instalações e objetos têm capacidade de extensão
    e contração por meio de suas juntas e dobradiças – característica
    física também do pantógrafo (do grego pantos = tudo + graphos
    = escrever), aparelho articulado capaz de copiar, ampliar ou
    diminuir desenhos mecanicamente.
    Não é somente por esse motivo que o paralelogramo articulado
    dá nome à exposição. Apesar de nem todas as obras guardarem
    uma relação direta com a forma do aparelho, todas possuem
    intrinsecamente um princípio pantográfico, já que têm a
    capacidade de articular ideias e/ou imagens de expansão e
    retração. Sendo assim, as peças são simpáticas a esse princípio.
    “O título alude também à capacidade de escrever/descrever ou,
    mais propriamente, de ‘desenhar’ que as obras possuem”,
    comenta Lescher.
    artur lescher

    Trabalhando com madeira, Lescher criou peças em jacarandá com
    articulações metálicas que sugerem interpretações mínimas e
    verossímeis de livros a partir da mais simples dobradura.
    A recém-criada série de obras “telescópicas” em alumínio ganha
    aprofundamento na mostra. São peças que, novamente,
    remetem à expansão e à retração, cabendo em si mesmas –
    como os telescópios. Uma delas se abriga dentro da parede da
    sala de exibição, podendo ser acionada pelos visitantes,
    reiterando a discussão sobre o dentro e o fora.
    Com poética e proporções similares, Ou ou (2013), pêndulo
    usinado em latão, apresenta uma sequência progressiva de
    esferas, tendo cada esfera que o forma sido proporcionalmente
    diminuída (ou aumentada) em relação à anterior.
    Faz parte da exposição Pensamento pantográfico uma obra em
    latão de cerca de cinco metros de altura que retoma pesquisas
    iniciadas em 2006 pelo artista. Estruturas pontiagudas, similares
    a agulhas, parecem sair do teto, invertendo os sentidos. “É uma
    peça sinalizadora, que aponta em direção ao piso, ao concreto
    em oposição à cúpula”, ressalta.
    As questões que se apresentam nesta exposição são
    desdobramentos de mostras anteriores, como Metaméricos
    (2008) ou Meta Métricos (2011), e ainda sofrem efeito de
    Inabsência, sua última exposição individual na cidade de São
    Paulo, ocorrida em outubro de 2012 na Pinacoteca do Estado de
    São Paulo. “Percebo que existem infiltrações de questões que
    ainda não consegui dominar completamente e escapam neste
    momento. Na verdade, a exposição é um momento no qual este
    jogo pode ser esclarecido.”

    sobre o artista
    Nascido em São Paulo em 1962, Artur Lescher participou da Bienal
    de São Paulo, nas edições de 1987 e 2002, e da Bienal do
    Mercosul, Porto Alegre, em 2005, todas no Brasil. Participações
    em exposições coletivas recentes incluem: Circuitos cruzados, no
    Museu de Arte Moderna de São Paulo (2013); Paisagem
    Incompleta, no Centro Cultural da Usiminas, Ipatinga (2010);
    Ponto de equilíbrio, no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2010);
    Memorial Revisitado – 20 anos, no Memorial da América Latina,
    São Paulo (2009); Quase líquido, no Itaú Cultural, São Paulo
    (2008) e 80|90 Modernos Pós-Modernos etc., no Instituto Tomie
    Ohtake, São Paulo(2007). Sua mais recente exposição individual
    foi realizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo (Inabsência.
    São Paulo, 2012). Tem obras em importantes coleções públicas
    como: Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte
    Moderna de São Paulo, Instituto Itaú Cultural, Centro Cultural São
    Paulo e Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São
    Paulo, todas estas em São Paulo, Brasil; Museu Nacional de Belas
    Artes, Rio de Janeiro, Brasil; Museo de Arte Latinoamericano de
    Buenos Aires, na Argentina; Houston Museum of Fine Arts e
    Philadelphia Museum of Art, ambos nos Estados Unidos.

    sobre a galeria
    Há mais de 35 anos, Nara Roesler promove arte contemporânea
    junto a um conjunto nacional e internacional de colecionadores,
    curadores e intelectuais. Em 1989, fundou a Galeria Nara Roesler
    em São Paulo, como um espaço para expandir as fronteiras da
    prática artística no Brasil e fora dele. Representando alguns dos
    mais interessantes artistas da atualidade, a galeria direciona seu
    interesse à justaposição de trabalhos dos anos 60 em diante e
    suas ramificações contemporâneas, representando nomes
    históricos ao lado de um seleto grupo de artistas em ascensão.
    Em 2012, a galeria teve seu espaço expositivo dobrado,
    totalizando uma área 1600m² e revitalizou o projeto curatorial
    Roesler Hotel, iniciado em 2006, com propostas inovadoras como
    as mostras coletivas Lo bueno y lo malo, sob curadoria de Patrick
    Charpenel (diretor da Fundacción/Colección Jumex), e Buzz,
    mostra dedicada à op art idealizada por Vik Muniz com obras de