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  • AgendaSamsara, de Hirosuke Kitamura (Oske)

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     A 1500 Babilônia exibe Samsara, do fotógrafo nipo-brasileiro Hirosuke Kitamura (apelidado de Oske), composta por 16 imagens feitas durante suas viagens à Índia.
    1500 Babilônia - Samsara (2)
     

    Nascido em Osaka, Japão, e morador de Salvador da Bahia, Oske se sentiu impactado durante suas expedições pela Índia. A cultura extremamente exótica e o caos desenfreado das cidades o impregnaram a ponto de lhe dar a sensação de estar percorrendo um labirinto. Não obstante essa realidade desordenada, Oske percebeu uma ordem natural operando através do forte contato entre os seres humanos e os elementos da natureza, de tal modo que uma profunda serenidade emana entre aquele povo.

     

    Esta conexão entre o homem e a natureza, a transformação, a morte e a vida infinita é uma crença espiritual enraizada na cultura indiana. Desta percepção surgiu a série Samsara, na qual o fotógrafo explora o movimento dos corpos humanos, cenas cotidianas como o banho no Ganges, a textura da carne crua dos animais, que se transformam pela passagem do tempo. O cenário gerado por essas imagens não expressa alegria, preocupação, tristeza nem raiva, simplesmente vai passando com o silêncio que emana dele.

     

    Dentro do hinduísmo e de outras religiões orientais, Samsara representa o ciclo de renascimento. Segundo esta filosofia, após a morte, a alma vai para Lua, cai com a chuva e passa para as plantas. A planta, ao ser comida pelo homem, é absorvida e se transforma no esperma. Após o sexo, o espírito volta novamente à vida através do nascimento de um novo ser. Estes fenômenos de interligação entre todos os elementos – ambiente, corpo e espírito – aparecem e desaparecem na escuridão, mostrando o círculo infinito de Samsara.

     

    Neste novo trabalho, não existe separação de tempo e espaço, paraíso e inferno, dia e noite, pois não existe definição de nada, apenas a mistura desses elementos silenciosos com a natureza humana. Nas palavras de Oske: “Ainda não consigo compreender exatamente o que eu vi na Índia. Talvez este mundo sem rumo, sem certezas, também seja como o círculo de Samsara, que segue misterioso e me hipnotizando.”.