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  • AgendaUm Peruano e uma Portuguesa, Hoje na Galeria Leme

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    JOSÉ CARLOS MARTINAT e LÚCIA PRANCHA NA GALERIA LEME. De 20 de junho à 20 de julho.

     

    José Carlos Martinat – “Ejercícios Superficiales sobre dispositivos de deleite”.

    Em sua segunda exposição individual na Galeria Leme, o peruano José Carlos Martinat dá sequência à sua investigação crítica e social, agora aplicada a outras técnicas e elementos urbanos.

    O artista tem como primordial em seu trabalho a exploração e discussão de aspectos políticos, econômicos e sociais, normalmente associados aos seus respectivos contextos culturais. Martinat pensa e realiza sua obra no lugar no qual será exibida para que esta crie um diálogo com o local e atinja o espectador da forma mais contundente possível.

    Em sua nova série de trabalhos o artista utiliza folhas de alumínio para se apropriar de esculturas públicas. Ao colocar estas folhas sobre bustos, estátuas, monumentos e afins, e moldá-las sobre o objeto em questão, o resultado são esculturas superficiais, finas e delicadas, porém ainda com a sisudez comum proveniente do trabalho original.

    Martinat utiliza a rua como seu molde e se aproveita dela para realizar cópias de elementos que a ele interessam. Suas ações na rua são realizadas sempre de maneira independente, criando uma ambiguidade no processo.

    O espectador se depara com obras conhecidas de seu cotidiano transportadas para o espaço da galeria. Com uma estética muito diferente do que se vê em seus espaços originais, a obra se torna uma releitura visual do que se entende como banal no espaço de uma cidade.

    Sobre o artista:

    José Carlos Martinat (Lima, 1974). Vive e trabalha entre Lima, Perú e Cidade do México, México.

    Suas exposições recentes incluem as individuais: “Superficial Exercises”, Galeria Baginski, Lisboa, Portugal (2012); “Ejercícios Superficiales para Galeria”, Galeria Leme, São Paulo, Brasil (2010) e as coletivas: “Ruins in Reverse”, TATE Modern, Londres, Reino Unido (2013); 9a Bienal de Shangai, China (2012); 5a Bienal da do Norte Holandês, Hoorn, Holanda (2012); “Modify, As Needed, Knight Exhibition Series, Museum of Contemporary Art, Miami, EUA (2011); “Monumentos Vandalizables: Abstracción de Poder II, MALI, Lima, Perú (2010); 7a Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (2009) e 2a Trienal Poligráfica de San Juan: America Latina y el Caribe, San Juan, Porto Rico (2009).

     

    LUCIA PRANCHA | A REALIDADE MORDE A PRÓPRIA CAUDA

    A realidade morde a própria cauda, primeira exposição da artista portuguesa Lúcia Prancha na Galeria Leme, irá apresentar uma série de esculturas, ou estruturas invisíveis, que se encontram na intercessão com a circularidade dos eventos.

    Na sua prática artística Lúcia procura uma nova realidade através da articulação de fatos, ficções, personagens e períodos históricos. A partir de associações diversas, a artista desenvolve um processo de transferência de sentidos para as imagens e “objetos fenômeno”, como forma de materialização das relações que estabelece com a realidade.

    Seja a partir de um evento, que pode ser representado de várias maneiras, ou através da acumulação de momentos do presente, ou ainda qualquer outra tentativa da sua representação, o resultado é um snapshot, um fragmento no tempo.

    Prancha começou a trabalhar com objetos por causa da sua qualidade, enquanto recipientes, que podem ser habitados por histórias e, portanto, transformados. Esculturas que surgem a partir destas transformações e tensões dos objetos estão portanto no cerne da sua prática. O objeto não captura uma sucessão de momentos que um evento documenta, mas sim uma força que enclausura a possibilidade do momento, e que a posteriori pode ser desdobrada.

    A artista considera que o trabalho pode existir naquele momento interino (como uma imagem estática) entre as matrizes de decisões, transferidas e apresentadas dentro do espaço de exposição, bem como a variedade de conexões conceituais realizadas através da fruição do trabalho.

    Sobre a artista:

    Lúcia Prancha (Coruche, Portugal, 1985). Vive e trabalha em São Paulo.

    Formada em Artes Visuais pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2009) e pela Universidade de São Paulo (2012), recentemente apresentou a sua primeira exposição individual: “O sol que emite uma luz negra” na Red Bull House Of Art, Lisboa, Portugal (2012). Entre suas exposições coletivas destacam-se: “Say what you have to say, put it on the table and walk away… and see what it does”, Baginski Galeria / Projectos, Lisboa, Portugal (2012); “Princípios Flexor”, Galeria Gramatura, São Paulo, Brasil (2012); “TEXT´o-&-figura”, curada por Rolando Castellon, Museo Nacional de Costa Rica (Museo de los Niños), San José, Costa Rica (2010). Participou das residências: Residências ZDB, Zé dos Bois, Lisboa, Portugal (2009 e 2013); Red Bull House of Art, Lisboa, Portugal (2012); FAAP, Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo, Brasil (2010).