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  • AgendaWhite Cube apresenta Mark Bradford

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    Um dos destaques da exposição coletiva O Gesto e o Signo, realizada na White Cube São Paulo, em abril de 2013, o artista americano Mark Bradford volta a exibir as suas telas na galeria, desta vez em mostra dedicada exclusivamente ao seu trabalho, de 2 de abril a 14 de junho. Conhecido por suas pinturas de colagem em camadas múltiplas, onde incorpora materiais encontrados no ambiente urbano, Bradford criou uma série de obras inéditas que combinam um conjunto de imagens abstratas com conteúdo social.
    Mark Bradford, Dusty Knees, 2013

    Mark Bradford, Dusty Knees, 2013

    Segundo o crítico Guy Trebay, do New York Times, em matéria publicada em outubro de 2012, “se Mark Bradford não é o melhor pintor trabalhando nos Estados Unidos no momento, é certamente o mais elevado”. Thomas Micchelli, do site norte-americano Hyperallergic, classificou Helter Skelter & Helter Skelter II, obra de Bradford que integrou a mostra coletiva Unmonumental, no The New Museum of Contemporary Art, em 2007, como “não apenas o melhor trabalho da exposição, mas possivelmente a melhor peça de arte contemporânea em cartaz em toda Nova York à época”.
    
    
    Temas como democracia, poder e liberdade ressoam através das pinturas. Em My Whole Family is From Philly, uma composição complexa e ambiciosa, o artista empilha camadas de papel – pedaços de pôsteres encontrados em sua vizinhança, juntamente com folhas coloridas digitalmente impressas e recortes de jornal – e parcialmente escava seções do aglomerado cortando e polindo-as dentro de seu miolo.  Ao fazê-lo, ele revela uma elaborada rede de trilhas e canais, que incluem largas passagens de cores exuberantes e ecoam em parte as características cartográficas da cidade da Filadélfia, local onde a Declaração de Independência dos Estados Unidos foi originalmente assinada. Considerada o berço da democracia norte-americana, a ‘Philly’ do título (como é referida coloquialmente) fornece um panorama das divisões geopolíticas e desigualdades sociais que continuam a moldar o debate político no país, referenciados em todas as obras da mostra.
    
    
    O trabalho Amendments #5-10 cita as emendas da constituição americana que ficaram conhecidas como o “Bill of Rights” (Declaração de Direitos). Nas primeiras destas pinturas, textos das revisões que destacam os direitos das pessoas contra o abuso de autoridade governamental são distintivamente visíveis através de um fundo de faixas expressivas e gestuais de cor. À medida que a série se desdobra, as aspas tornam-se mais ilegíveis, revelando ao espectador apenas relances momentâneos do texto que se materializa de dentro da formal composição abstrata. O interesse de Bradford reside na forma em que as emendas são continuamente subvertidas e invocadas de maneira a controlar, categorizar, dividir e restringir os cidadãos, até o ponto em que o seus significados são abstraídos para bem além de sua intenção original.
    
    
    A maneira em que o ambiente construído (built environment) também pode ser usado como forma de dominação e subjugação dos indivíduos está evidenciada em trabalhos como The Less Common Royalness e Rest Deep in Curiosity. Vestígios de plantas arquitetônicas e planos diretores são visíveis nas composições gradeadas em tons de cobalto e turquesa, com cada pequeno retângulo ou quadrado impregnado de quarteirões residenciais apinhados em densas conurbações (unificação da malha urbana de duas ou mais cidades, em consequência de seu crescimento geográfico). Em todos os trabalhos, Bradford combina as qualidades da abstração formal com implicações sócio-políticas, o qual descreve como “abstração social”.

     

    Mark  Bradford, My Whole Family, Detalhe.

    Mark Bradford, My Whole Family, Detalhe.

    Mark Bradford nasceu em Los Angeles, em 1961, onde vive e trabalha. O artista já apresentou mostras individuais no Aspen Art Museum (2011); no Cincinnati Museum of Art (2008) e no Whitney Museum of American Art, Nova York (2007). Em 2009, Bradford foi premiado com o MacArthur Foundation ‘Genius’ Award. No ano seguinte, ‘You’re Nobody (Til Somebody Kills You)’, uma restrospectiva em grande escala de seu trabalho, foi apresentada no Wexner Center for the Arts, Columbus; no Institute of Contemporary Art, Boston; no Museum of Contemporary Art, Chicago; no Dallas Museum of Art e no San Francisco Museum of Modern Art. Ele participou de coletivas que incluem a Bienal de Gwangju (2012); a Bienal de Istambul (2011); a Bienal de Seul (2010); o Carnegie International, Pittsburgh (2008); a Bienal de São Paulo (2006) e a Bienal de Whitney, Nova York (2006).

     

    SERVIÇO:

    Exposição: Mark Bradford

    Tel (11) 4329.4474

    www.whitecube.com

    www.facebook.com/whitecubesaopaulo

     

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