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     Zipper apresenta Idílio,segunda individual da artista Renata Egreja na galeria

    ​A Onça Pintada, Renata Egreja, 2014

    A segunda individual de Renata Egreja na Zipper Galeria, Idílio, tem abertura prevista para 04 de novembro e se pauta por uma ideia de pintura expandida. Em uma visada contemporânea sobre o que é o pictórico, a artista paulista investiga, por meio de sua potente obra visual, a temática do idílio, tão cara a variados movimentos em distintas épocas, como o romantismo. A exposição será constituída por trabalhos realizados nas linguagens da pintura, da instalação, do vídeo e do livro de artista, entre outras. Sem abdicar da cor, da escala e de influências de poéticas diversas, como a geração 80 nacional e expoentes internacionais como Annette Messager e Claude Viallat, Egreja, graduada na Escola de Belas Artes de Paris, discute novas questões em sua obra. Assim, o embate entre o planejado e o intuitivo, o formal e o acidental, entre outros vetores, surge com força e se encerra em resoluções visuais sempre interessantes.

    Drawing error, da artista Daniela Seixas, aborda as diversas possibilidades do desenho na produção contemporânea

    ​ Daniela Seixas,2014

     

    Também com abertura prevista para 04 de novembro, no piso superior da galeria, a Zipper apresenta no projeto Zip’up a individual da artista Daniela Seixas, que se intitula “Drawing error”. Trata-se da apropriação do nome de erro dado por um software no momento em que a artista se colocava no árduo desafio de reorganizar seu portfolio. A partir do encontro de um erro da informática com uma das linguagens mais exploradas em sua pesquisa, o desenho, Daniela se pôs atenta a outros momentos em que a máquina enviava mensagens a partir da relação entre uso e falha. Nesse sentido, “about: blank” e “Out of memory” são outras mensagens a compor a exposição e que contribuem com uma problematização do desenho (e do design) pelo viés da escrita.

    Junto aos três impressos ocorrerá uma ação, um duelo/dueto. A ideia de um desenho errado é algo que também permeia nossa infância e experiências em sala de aula, onde geralmente aqueles que desenham de modo realista são tidos como bons desenhistas. Para permitir copiar de modo supostamente fidedigno uma imagem, popularizou-se nas nossas infâncias o brinquedo do espelho mágico, e é com ele no meio, portanto, que artista e curador se colocarão frente a frente na galeria e tentarão também errar desenhando; ela a partir dos primeiros textos escritos na infância por Raphael Fonseca e ele tendo como estopimalguns desenhos e primeiros trabalhos de Daniela Seixas.

    Mais do que uma exposição sobre as diversas possibilidades que o desenho pode trazer para a produção contemporânea – seja literalmente, digitalmente ou no campo da performance –, é possível também ver essa exposição como uma celebração à indagação, à troca de erros e cumplicidade entre artista/curador e entre dois amigos que se conhecem há exatos dez anos.