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    voltar para a agenda29/11/16 | terça-feira

    zipper

    IMAGEMMOVIMENTO 
    Abertura 29 de novembro, às 19h
    Artistas participantes: Ana Vitória Mussi, André Penteado, Felipe Cama, Felipe Russo, Graciela Sacco, Iris Helena, João Castilho, Katia Maciel, Patricia Gouvêa, Ricardo van Steen. Curadoria: Nathalia Lavigne

    Zipper Galeria inaugura sua última exposição do ano. Nesta mostra coletiva, a noção de movimento que se faz presente mesmo na imagem estática é um tema presente nos trabalhos dos dez artistas. Em “ImagemMovimento“, processos de deslocamento aparecem tanto na variedade de suportes utilizados, na circulação de imagens ou na temática dessas séries, contrariando um pouco a ideia do “instante decisivo” defendida por Henri Cartier-Bresson nos anos 1950.A argentina Graciela Sacco é um dos principais nomes que desde o início dos anos 1980 vem experimentando técnicas pioneiras da fotografia, como a heliografia, com imagensampliadas em ripas de madeira e outros objetos. Temas como a diáspora contemporânea e trânsitos migratórios em um mundo globalizado também estão presentes em sua produção.

    Uma das primeiras artistas no Brasil a introduzir práticas da chamada fotografia expandida, Ana Vitória Mussi vem desde a década de 1970 explorando as categorizações mais tradicionais deste meio. Influenciada por produções audiovisuais de filmes feitos a partir de fotografias, como La Jetée (1962), de Chris Marker, a artista começou a fazer um processo inverso, transformando imagens em movimento da televisão em imagens estáticas, captadas a partir do próprio monitor. Parte desse processo deu origem à série “Mergulho na Imagem”, na qual cenas de saltos acrobáticos são aplicadas por serigrafia em tijolos de vidro, material que utiliza desde os anos 1990.

    Outra experiência similar é feita pela artista Katia Maciel em “Inútil Paisagem” (2005), vídeo criado a partir de 150 imagens coladas digitalmente. O tempo estendido da imagemestática está presente ainda em “Imagens Posteriores” (2000-10), de Patricia Gouvêa, com registros de paisagens captados em veículos em movimento, questionando a relação entre mobilidade-imobilidade da experiência corporal no ato de contemplação. Ou no ensaio “Garagem Automática” (2016), de Felipe Russo.

    Processos de deslocamento aparecem ainda no trabalho documental “Paisagem Submersa” (2002-2008), realizado por João Castilho, Pedro Motta e Pedro David, que acompanhou a saída de moradores da região do Vale do Jequitinhonha ( MG), atingidos pela construção da hidrelétrica de Irapé; ou “Like Home”, de André Penteado, com fotografias de plantas brasileiras no Jardim Botânico de Londres, feitas no período em que viveu no Reino Unido.

    A mobilidade do suporte é também questão central na obra de Iris Helena. Cascas de paredes, recibos de pagamento e marcadores de papel são alguns dos materiais já utilizados pela artista. Em “Notas de Esquecimento” (2009), o registro de praças e lugares de passagem de João Pessoa (PB) é impresso sobre uma infinidade de papéis post-its, evocando um aspecto transmutável da fotografia, com imagens que se esvaecem com a ação do tempo.

    Já a circulação de imagens aparece no projeto “Arquivo Tupi”, de Ricardo van Steen, que parte de fotografias produzidas pelo artista ou encontradas em arquivo alteradas com interferências pictóricas e apresentadas em uma urna como um registro histórico fictício. Ou na série “Sul x North” (2010/2015), de Felipe Cama, que mostra reproduções das pinturas da inglesa Marianne North (1830-1890) ao lado de fotos atuais apropriadas das redes sociais, clicadas nos mesmos locais que North retratou no século XIX.

    Sobre a curadora
    Nathalia Lavigne é pesquisadora e mestre em Teoria Crítica e Estudos Culturais pela Birkbeck, University of London. Atualmente, realiza uma pesquisa sobre reprodução de obras de arte no Instagram, circulação de imagens e colecionismo digital no programa de pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Foi uma das pesquisadoras do projeto “Observatório do Sul”, uma plataforma de discussões promovida em 2015 pelo Sesc São Paulo, o Goethe-Institut e a Associação Cultural Videobrasil, que reuniu ao longo do ano profissionais de diversas áreas de atuação para discutir a questão do Sul Global no campo da cultura. É colaboradora de veículos como Bamboo, Select, Artforum, entre outros.

    Serviço:
    Exposição: Imagemmovimento
    Abertura: 29 de novembro de 2016, às 19h
    Visitação: até 14 de janeiro de 2017
    R. Estados Unidos 1494, Jardim América – Tel. (11) 4306-4306
    Segunda a sexta, 10h/19h; sábado, 11h/17h