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  • NotíciasA dança fantasma global na Bienal de Taipei traz 4 artistas brasileiros

    voltar a lista de notícias03/06

    Por Patrícia Kalil, Arte Hall Rio
    patricia.kalil@artehall.com.br

    Roberto Cabot em seu ateliê, no Leme | foto de Patrícia Kalil

    Roberto Cabot em seu ateliê, no Leme | foto de Patrícia Kalil

    Organizada pelo crítico de arte, ensaísta, viajante do mundo e curador francês Nicolas Bourriaud, a Bienal de Taipei intitulada The Great Acceleration apresenta o trabalho de quatro artistas brasileiros, Roberto Cabot, o coletivo Opavivavará, Matheus Rocha Pitta e Hudinilson Jr, entre outros 51 artistas. O curador francês desenvolve nesta bienal seus conceitos sobre arte contemporânea (Estética Relacional e Pós-Produção, abaixo) e faz um desdobramento para falar sobre “a arte dentro de um novo ecossistema global de relações”.

    O que seria esse novo contrato entre os seres humanos, animais, plantas, máquinas, produtos e objetos? A ideia de Bourriaud é destacar artistas que se dedicam a fazer esses encadeamentos e reflexões. Vivemos em uma rede global de conexões sociais que pode ser vista em dimensões transversais entre entidade, tempo e natureza/espaço. Quem é o homem contemporâneo global versus o animal? O homem contemporâneo global em contraste com a genética? Ele ao lado das transformações tecnológicas? Ele no mundo das máquinas? Como se dá esse convívio?  No contexto de Bourriaud, esta relação acontece justamente por meio dessa interação e diálogo entre todas as coisas com o espectador.

    Formamos espalhados pelo mundo o que ele chama de uma “dança fantasma” que acontece entre as pessoas e objetos que Karl Marx descreveu no século 19. E Bourriaud dá um passo além no convite para reflexão sobre o que seria esse novo pensamento de convivência que não parte da exploração e sim do compartilhamento (link para a palestra dada em Taipei, mas a gravação está extremamente ruim).

    Em São Paulo, em 2006, Bourriaud foi um dos conferencistas da 27ª Bienal e falou sobre “Como Viver Junto” (ver palestra).

    Nicolas Bourriaud, curador da Taipei Biennial 2014 ©Taipei Fine Arts Museum

    Nicolas Bourriaud, curador da Taipei Biennial 2014 ©Taipei Fine Arts Museum

     Conceitos de “Estética Relacional” e “Pós Produção” de Nicolas Bourriaud

    Em 1998, Bourriaud escreveu o livro “Estética Relacional” para analisar a arte contemporânea como um campo de trocas. Ele falava do aspecto de convivência e interação gerado com o público (que podemos ver desde Helio Oiticica) como um momento em que a arte “toma como horizonte teórico a esfera das relações humanas e seu contexto social mais do que a afirmação de um espaço simbólico autônomo e privado”.

    Em 2004, ele publicou “Pós-Produção” com um desdobramento de seu conceito anterior para falar das formas de saber que constituem a produção contemporânea. Como foco, debruçou-se especialmente da produção vinculada à estrutura em rede da internet, em “uma equivalência entre escolher e fabricar, entre consumir e produzir”.

     As pontes afetivas

    Leia também, o relato de viagem de um dos integrantes do coletivo Opavivará, que viajou para Taipei no mês passado. “A maravilha de viajar em coletivo é poder ver um lugar distante também por outros olhos. Alguém aponta um beco que você não tinha visto, um pássaro que não tinha escutado, uma comida que não tinha provado”, diz Domingos. Leia aqui: “Diários de Taiwan – Pontes Afetivas“.

    Bienal de Taipei 2014
    The Great Acceleration
    13 de setembro de 2014 a 4 de janeiro de 2015

    Taipei Fine Arts Museum
    No. 181 Zhongshan N. Road Sec. 3
    Taipei 10461 Taiwan
    T +886 2 2595 7656
    F +886 2 2585 1886
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    www.tfam.museum