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    CHILDREN OF UNQUIET, DE MIKHAIL KARIKIS

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    Children of Unquiet é o novo projeto de Mikhail Karikis que surge na região geotérmica Vale do Diabo, Toscana, Itália. Conhecida por sua legendária associação com os infernos de Dante,  graças aos vapores que emanam pelas falhas do terreno, esse foi o local onde a produção de energia sustentável surgiu no início da década de noventa. Até pouco tempo cinco mil trabalhadores e suas famílias viviam em uma icônica vila industrial modernista construída nos arredores da estação de energia.

    No entanto, a mecanização do trabalho, o desemprego e a falta de oportunidades para os jovens resultou na rápida evasão e abandono da vila. Foi neste complexo contexto natural, histórico e socioeconômico  que Mikhail Karikis desenvolveu o projeto com a colaboração de crianças da região durante um período de 18 meses.

    O artista, junto aos filhos das famílias remanescentes orquestrou uma “ocupa” de crianças em uma aldeia de trabalhadores abandonada. Em seu filme, jovens de 5 a 12 anos de idade desvendam o local e transformam terras inférteis em playgrounds, reúnem-se em meio as ruínas para ler sobre a filosofia do amor de Antionio Negri e Adriana Cavarer e cantam nos vaporosos terrenos baldios ao som dos geysers.

    Contrapondo-se aos prédios vazios e à poeira que caracteriza a opacidade do lugar, cores fortes surgem dos vestuários das crianças que foram confeccionados pelo próprio artista. É importante ressaltar que a questão das roupas deixa de ser somente estética quando Karikis levanta o debate sobre a publicidade infantil manifesta na indústria da moda voltada pra jovens.

    Além disso, em um workshop com o artista, as crianças produziram desenhos  baseados na ideia que fazem de como a aldeia será no futuro. Karikis instalou esses desenhos nas casas abandonadas e criou uma série de fotografias que justapõe a imaginação das crianças e o cenário distópico.

    Ao capturar essa perspectiva de futuro, o projeto cria um universo utópico através do resgate do conceito de comunidade. Isso só é possível por meio da liberdade inerente que faz parte do olhar dessas crianças, capaz de gerar possibilidades inesperadas que vem de encontro às tradições de um mundo já cansado. A obra promove e retrata uma fusão entre o fracasso da ilusão de uma geração e os sonhos da geração que a sucede e dá aos jovens a oportunidade de sonhar e recriar o espaço em que vivem para além da dominação política e econômica em que estão submetidas.

    Children of Unquiet gera a oportunidade para a expressão individual e comunitária, afirmando a ligação da geração mais jovem com o local de sua infância, desafiando narrativas de migração obrigatória que os dominam e sugerindo diferentes futuros possíveis, desejados ou imaginados.

    O Artista

    Mikhail Karikis é grego, baseado em Londres, e sua criação emerge da investigação constante do papel do som e da voz humana na elaboração de um senso de coletividade. Para o artista esse conceito é o que caracteriza as vidas das pessoas e suas identidades profissionais, junto aos desafios da dominação política e das convenções culturais. Sua obra abrange vídeo-instalação, fotografia, desenho, música e performance.

    Karikis participou da 19ª Bienal de Sidney (2014) e das exposições Assembly, no Tate Britain (2014); Aichi Triennale, no Japão (2013); noLatitude Festival (2013), na Inglaterra; Manifesta 9, na Bélgica (2012) e do Danish Pavillon, na 54ª Bienal de Veneza (2011).

    A mesma exposição também acontece simultaneamente na 9th Biennale of Sydney.Além disso,  Karikis foi convidado para exibir a obra Sounds of Beneath, no Paço das Artes. A obra foi concebida a partir de um coro de carvoeiros escolhidos para repetir e vocalizar os sons que eles ouvem enquanto trabalham na mina. Na sequência, Karikis convidou o artista Uriel Orlow para colaborar em um vídeo que representa uma desoladora mina de carvão no Sul da Inglaterra que renasceu por meio da música.

    A mina se transforma em um anfiteatro ressoando sons, como explosivos e alarmes, entoados pelo Snowdown Colliery Male Voice Choir, da Inglaterra.

    Galeria Eduardo Fernandes

    Valorizar a produção artística contemporânea e a pesquisa constante são os principais pilares da Galeria Eduardo Fernandes. 

O apoio e estímulo contínuo ao processo criativo trazem um avanço qualitativo nas obras dos artistas representados, onde respeitar o tempo de desenvolvimento da produção artística favorece o amadurecimento das discussões e a criação de novos paradigmas no panorama atual.

    A valorização e o acompanhamento dos artistas posicionam suas obras em lugar de reconhecimento no universo das artes plásticas.

Em constantes parcerias e intercâmbios com críticos de arte e curadores nacionais e estrangeiros, a galeria trabalha pela criação de novas e reconhecidas coleções, tanto privadas quanto públicas. O intercâmbio de diversas culturas é parte do trabalho realizado pela galeria, assim como a edificação das produções vernaculares.

Desde sua inauguração, em 2005, foram realizadas 40 exposições em sua sede, e outras 22 em instituições, fundações e museus.

    Além das exposições bimensais, são promovidos encontros com os artistas da galeria, artistas convidados, críticos de arte, filósofos e outros profissionais que trazem conteúdo ao universo contemporâneo.

    A escolha dos artistas representados em sua galeria é baseada em pesquisas, que contam com o apoio de curadores e críticos de arte. Destaque para as obras dos artistas representados:

    Ana Amélia Genioli, Claudia Melli, Daisy Xavier, Fernando Arias, Geraldo Souza Dias, Guilherme Dable, Jan Smith, Kristin Capp, Mai-Britt Wolthers, Manoel Novello,,Mikhail Karikis, Newman Schutze, Rosario López, Rose Klabin, Thales Leite e Vicente de Mello.

     

    www.galeriaeduardohfernandes.com