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  • AgendaGaleria Raquel Arnaud exibe Carlos Fajardo e Iole de Freitas

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    Carlos Fajardo – No aberto e Iole de Freitas – Sou minha própria arquitetura

    CarlosFajardo_NoMeio Do Vão_2012Carlos Fajardo, em No aberto, desdobra as questões apresentadas em sua mostra anterior na galeria, Tênue (2011). O artista reforça a ideia de Helio Oiticica de que o público é participador e não espectador. “Ele [público] se insere nos trabalhos e, dessa forma, os influencia pela presença e refletividade”, diz Fajardo.

    As 11 obras apresentadas na exposição foram criadas a partir de diversos materiais como espelhos, vidros laminados coloridos, tecidos e fotografias, em dimensões que correspondem à escala humana. Os trabalhos, além de abordar multiplicação da imagem do visitante, exploram a relação da superfície plástica com suas possíveis reflexões visuais quando associadas aos materiais utilizados. A mostra conta, ainda, com uma instalação que se assemelha a um labirinto em linha reta.

    Iole de Freitas, Lugar Nenhum, 2014, aço inoxidável e policarbonato, 50 x 55 x 37 cmParalelamente, a galeria apresenta sete obras de Iole de Freitas, em Sou minha própria arquitetura. A mostra decorre da pesquisa realizada pela artista durante sua residência na Casa Daros, no Rio de Janeiro, entre 2011 e 2013, que deu origem ao livro “Para que servem as paredes do museu?”. Neste período, Iole trabalhou em meio à instabilidade da restauração da instituição carioca e tal condição influenciou a criação de sua grande instalação com a qual o espaço foi inaugurado.

    Na presente mostra Iole amplia os conceitos arquitetônicos existentes nos prédios dos museus onde atuou como, Casa Daros, Pinacoteca de São Paulo, Casa França Brasil, entre outros, e apresenta obras em formatos menores que enfocam os mesmos conceitos estéticos elaborados em suas grandes instalações.

    Obras construídas em chapas de aço opaco ou refletor que constituem as “paredes” do ambiente e recebem intensas torções das chapas coloridas de policarbonatos.”Em uma nova linguagem, o trabalho desloca as paredes originais dos prédios e implanta uma intervenção plástica diferente, reiterando aquela das grandes instalações previamente realizadas”, afirma a artista.