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  • AgendaLucrécia Couso e Sylvia Diez no Espaço opHicina

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    “O desejo, ou ainda mais o amor, é a possibilidade dada ao homem de entrar em posse de seu bem”.

    (Hannah Arendt in O conceito de amor em Santo Agostinho. p. 39).

     

    Presente em nosso imaginário cultural desde o sentimento de afeição de Helena por Páris no poema épico Ilíada de Homero (928- 898 a.C), no Eros narrado pela personagem Diotima n´O Banquete de Platão (48-347 a.C), nas reflexões da figura política de Jesus Cristo sobre o ato do perdão,  aos  deslocados poetas do período romântico até a constatação de Charles de Baudelaire (1821- 1867) sobre a sua impossibilidade na modernidade, o amor talvez seja a maior expressão de sentimento que o ocidente se ocupa, seja na esfera privada, na imaginação poética ou no desejo de unir uma comunidade política.

    Tema inesgotável – como mostra a história – é signo para muitos artistas expressarem os anseios de uma época, seja pela infinitude de seus discursos ou por seu caráter de universalidade. A exposição de duas artistas mulheres, Lucrécia Couso e Sylvia Diez, que entra em cartaz no próximo dia 13 de maio (terça-feira), às 19h, no Espaço opHicina, em São Paulo, intitulada “Gostaria de conhecer a verdade?”, com curadoria de João Carlos de Souza propõe uma leitura particular do universo e das experiências de cada artista, como ponto de partida para a proposta estética e a materialização das obras. Imagens e objetos que remetem a situações deste sentimento através de relações colocam o público diante da pergunta-título da exposição.

    “O tema amor nasce como proposta das duas artistas e é abordado na forma de signos. As obras foram concebidas a partir deste tema e a exposição não tem a pretensão de discutir o amor ou abordar seu conceito de forma psicológica ou acadêmica.”, aponta o curador da exposição João Carlos de Souza.

    Em Sylvia Diez, duas fotografias, dois objetos de instalação e a apresentação da performance “Partum” – que resultará em novo objeto para a exposição – as formas interrogam o sentido de um ciclo intersubjetivo, suas consequências como rompimento, à superação, novo começo e/ou a busca do amor próprio.

    “Anima é uma série que fala sobre a alma, sobre a essência de cada um, o sopro das sensações e os seus sentimentos. Um caminho profundo sobre a superação e o encontro com as raízes do amor, o amor próprio”, reflete Sylvia Diez acerca das obras.

    No trabalho de Lucrécia Couso, duas instalações – uma fotografia em grande dimensão e instalada no chão e outras fotografias para parede – e um objeto sinalizam a necessidade em interrogar estes signos em situações lacunares, silenciosas, de perda ou não encontro do objeto perdido, rompendo em sentimentos como frustrações, as ausências e as suas esperas.

    Lucrécia indica o sentido artístico da sua obra: “Transformar o meu sentimento no teu sentimento, mostrando a tua procura na minha própria escuridão”.

    É no encontro de opostos que reside a poética da exposição. Se a pergunta-título da exposição “Gostaria de conhecer a verdade?” sugere a ideia de uma verdade universal, permitindo à exposição uma abertura de possibilidades de leituras para o público. Para o olhar apreciador dos trabalhos, cabe novamente devolver os sentidos com uma nova pergunta: qual ou de quem ou o que é a verdade?, reconstituindo, mais uma vez, a constelação de discurso sobre o amor.

     

    Informações: 

    Tel. (11) 3813.8466 / (11) 3813.9712 ou www.espaco-ophicina.com.br