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  • AgendaMiquel Barceló nos espaços da Pinakotheke

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    Com obras icônicas monumentais e produção recente, o consagrado artista espanhol chega ao Brasil para a abertura de sua mostra que vai itinerar nas três sedes da Pinakotheke – São Paulo, Rio e Fortaleza

    Pinakotheke São Paulo: abertura 28 de maio, às 19h – até 12 de julho de 2014

    Pinakotheke SP_Miquel Barcelo_Elefandret_2007 (tiragem 18)_bronze com pátina_400X170X160cm

    Um dos mais prestigiados artistas espanhóis, Miquel Barceló, virá a São Paulo para apresentar a sua obra recente, além de alguns trabalhos referenciais de sua produção, como o elefante de bronze apoiado pela tromba, que ocupou em 2011 a Union Square, em Nova York.

    O também pintor da aclamada cúpula da sala de Direitos Humanos da ONU em Genebra, no qual imprimiu o seu fundo do mar (2007), traz para a Pinakotheke São Paulo, que depois seguirá para a do Rio e de Fortaleza, a série de telas monocromática branca, produzida em 2013. Somam-se a estas pinturas e ao Elefandret (2007), uma peça de cerâmica monumental Animals de Cap Fort (2012), com 180 x 110 cm, outros trabalhos em cerâmica e bronze, pinturas da série Frutas (2013), além de vídeos e um caderno do artista..

    Para compreender o processo do artista, montou-se também o seu “gabinete de curiosidades”, com elementos e objetos pessoais caros à composição de sua obra e que nunca haviam saído de seu ateliê parisiense, portanto, inédito para o público. Na abertura da mostra será lançado ainda um livro da Edições Pinakotheke, que reúne uma entrevista do artista ao crítico Adriano Pedrosa, textos do pensador espanhol Enrique Juncosa e imagens da coleção, além de uma cronologia sobre a vida e a obra de Miquel.

    Com capacidade de trabalho surpreendente e atuando em múltiplos suportes – pintura, escultura, murais, cerâmica, desenho, ilustração de livros – Barceló se divide entre os seus ateliês de Paris, Ivry e o de cerâmica em Palma de Maiorca, sua terra natal.  O crítico Enrique Juncosa destaca a capacidade rara de Barceló em se desdobrar para conceber vários projetos ao mesmo tempo.

    Dos trabalhos mais recentes e presentes na mostra, o crítico espanhol ressalta a série de pinturas brancas cuja aparência pode aproximá-la da abstração. Juncosa adverte, contudo, que não é o caso, tal como provam os títulos das obras, sempre inspirados nos elementos eleitos pelo artista para a composição da tela. Os círculos remetem a nomes de praças de toros, outras se referem à espuma das ondas do mar, mas que, como em ambos os casos, ilustram o comportamento da matéria e dos pigmentos sedimentados em camadas. “Ação arriscada de um artista solitário, como um toureiro na arena, mas também contemplação hipnótica da natureza e das possibilidades da pintura, o que pouco tem a ver com a abstração monocromática, seja esta formalista ou de exploração do sublime”, completa.

    Na exposição, os quadros de frutas, sobretudo os tomates partidos contrastam com os brancos pela intensidade cromática. Segundo o crítico, a pintura Tomate-Mars (2013), joga com o nome Marte, do planeta vermelho, e a metade do tomate que se vê tem algo de planeta vivo, com um interior que sugere movimento perpétuo, como uma caldeira em ebulição.

    Se a experiência com a pintura está presente desde o início de sua obra, o interesse pela cerâmica começa em Mali, em 1995, onde também mantinha um ateliê. Desde então, se dedicou a aprender técnicas em Maiorca, França e Itália e a cerâmica tornou-se um dos suportes fundamentais de sua produção, culminando com os espetaculares murais que realizou na Capela de São Pedro no interior da catedral gótica de Palma de Maiorca (2007). Algumas são concebidas a partir de formas de objetos tradicionais, mas em outros casos são verdadeiras esculturas, tanto de formas abstratas como de formas reconhecíveis – alimentos (pão e furtas) e animais. Às vezes há figuras em suas superfícies como é o caso da monumental Animals de Cap Fort (2012), que remetem a certas imagens tântricas do budismo tibetano. Algumas cerâmicas, como na obra de Joan Miró, podem servir para realizar as peças em bronze, como Estatuária eqüestre (2014). A presença do bronze na mostra se completa com a famosa escultura Elefandret (2007).

    Desde o início da sua carreira Barceló produz “cadernos de artista”, referências que recolhe em suas viagens. São dezenas de cadernos muito bem encadernados, com datação precisa, e páginas repletas de elementos naturais: folhas, gravetos, desenhos, terra, pigmentos, pintura, tudo o que reproduz com exatidão a experiência vivida pelo artista naquele momento. Os primeiros foram organizados por sua mãe e os mais recentes, pela equipe do seu estúdio de Paris.  Em 2003, Le Promeneur-Gallimard editou Carnets d’Afrique, uma seleção destes cadernos que realizou na África entre 1988 e 2000. Na mostra haverá um exemplar de 42 páginas e formato 25,6 x 35,6 cm, realizado em maio de 2011 na Ilha La Graciosa, Canárias, Espanha.

    Complementam a exposição, os filmes: “Mar de Barceló”, especialmente produzido durante a execução da cúpula das nações da ONU, e “Paso Doble”, referência ao processo criativo das cerâmicas.

     

     ENDEREÇOS:

    Pinakotheke São Paulo

    Abertura 28 de maio, às 19h

    Para o público de 29 de maio a 12 de julho de 2014

    Rua Ministro Nelson Hungria 200 Morumbi

    Tel 11-3758-5202

    contato@pinakotheke.com.br

    De segunda a sexta das 10 às 18 horas e aos sábados das 10 às 16 horas

     

    Pinakotheke Rio de Janeiro

    Abertura 23 de setembro

    Para o público de 24 de setembro a 30 de outubro de 2014

    Rua São Clemente 300 Botafogo

    Tel 21-2537-7566

    contato@pinakotheke.com.br

    De segunda a sexta das 10 às 18 horas e aos sábados das 10 às 16 horas

     

    Galeria Multiarte

    Abertura 11 de novembro

    Para o público de 12 de novembro a 15 de dezembro de 2014

    Rua Barbosa de Freitas 1727 Aldeota

    Tel 85-3261-7724

    contato@pinakotheke.com.br

    De segunda a sexta das 10 às 18 horas e aos sábados das 10 às 16 horas