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  • AgendaNazareth Pacheco na Casa Triângulo

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    Casa Triângulo tem o prazer de apresentar a segunda exposição individual de Nazareth Pacheco na galeria

    NP00121a©milene_rinaldi

    Segundo Juliana Monachesi, que assina o texto de apresentação no folder/convite da exposição, “O corpo das obras que integram a presente mostra e/ou, por vezes, seu invólucro, é constituído de acrílico – produzido, recortado e finalizado industrialmente. Os elementos que não são de acrílico são todos serializados: bigornas de bronze, gametas de bronze e tranças, gotas de prata, cabides de bronze, fotografias. Até mesmo o material que protagoniza a exposição, e que poderia suscitar devaneios simbólicos, o mercúrio, adquire um estatuto industrial em série na forma como é apresentado. A disposição dos trabalhos, as soluções de display e, também, a ordenação interna de cada obra silenciam, se não anulam, os deslizamentos metafóricos. São pura presença, pura perplexidade.

    NP00119a©milene_rinaldiAcontece que são formas e materiais para vivenciar: os prístinos pesos de balança, as bigornas interconectadas, a beleza tóxica do mercúrio, o fascínio da arara de roupas imaculada com seus cabides dourados vazios. Pura presença a gerar perplexidade pela resistência ao “significado”. Outros neovanguardistas desta genealogia costumam produzir o mesmo efeito: pense em obras recentes de Carlito Carvalhosa, Jac Leirner, Iran do Espírito Santo. Subvertem a representação e enfraquecem a lógica referencial dos objetos que utilizam ao os disporem um após o outro, em série. Os quatro artistas – Nazareth, Carlito, Jac, Iran – têm também suas estratégias para “contaminar” o referencial minimalista, como bons latino-americanos.

     

    A contaminação promovida por Nazareth Pacheco no conjunto atual de obras é, a meu ver, a serialização de formas arcaicas. A escolha de ferramentas e dispositivos de design vernacular, ou primitivo, aponta para uma conexão entre o que se repete na velocidade pós-industrial do capitalismo tardio e o que se reitera paulatinamente na ordem do primordial. Nessa ruptura com a austeridade do minimalismo, a artista dá espaço à irrupção de memórias no contato com seus trabalhos. E será nesse intervalo de suspensão que cada visitante haverá de acessar o sentido da obra.”.

     

    NAZARETH PACHECO (Nasceu em São Paulo/BR, 1961. Vive e trabalha em São Paulo/BR).

    Exposições individuais selecionadas: A Origem de Tudo, Luciana Caravello Arte Contemporânea, Rio de Janeiro (2013); Objetos Sedutores, SESC Santo Amaro, São Paulo (2012); Bronzeadas, Galeria Murilo Castro, Belo Horizonte (2010); Objetos Sedutores, FAOP – Fundação de Arte de Ouro Preto (2008); Casa Triângulo, São Paulo (2007). Exposições coletivas selecionadas: Casa Triângulo no Pivô, Pivô, São Paulo; À sua saúde, curadoria de Polyanna Morgana e Daiana Castilho Dias, Museu Nacional de Brasília Honestino Guimarães, Brasília; 140 caracteres, Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo (2014); Visibles Diferencias, Jordan National Gallery of Fine Arts, Amman; Arte e Design, Santander, São Paulo; Universo Poliédrico, Museo Valenciano de la Ilustración y de la Modernidad, Valencia (2013); Percursos Contemporâneos, MACS-Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba; Espelho Refletido, Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro; Mulheres, Museu de Arte Contemporânea de Niterói; Arte Contemporânea Brasileira, Museu de Arte Contemporânea de Niterói (2012); Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto; Jogos de Guerra, Caixa Cultural, Rio de Janeiro (2011); Jogos de guerra – confrontos e convergências na arte contemporânea brasileira, curadoria de Daniela Name, Memorial da América Latina, São Paulo; Edições, Casa Triângulo, São Paulo (2010)