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    “Foto pintura-quadro” de Marcelo Tinoco

    em exposição na Zipper Galeria

    Marcelo Tinoco apresenta conjunto de imagens manipuladas

    que juntam histórias para narrar o tempo.

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    A Zipper Galeria apresenta a partir de 13 de maio de 2014, às 19h, a exposição “Era Uma Vez…”, do artista Marcelo Tinoco. A mostra, que traz texto de apresentação do curador Ricardo Resende, é composta por uma série de fotografias que juntam histórias para narrar o tempo.

    3071AMarcelo Tinoco usa da manipulação digital de elementos plásticos e figurativos para explorar a fronteira entre o real e o ficcional. O seu processo artesanal de construir “quadro a quadro” poderia difinir sua técnica como uma “foto pintura-quadro”, experimentações que ampliam a noção de linguagem fotográfica.

    A produção de Tinoco também tem se destacado pelo uso de uma refinada técnica colorista em suas paisagens, que lembra a luz e o imaginário de artistas flamencos. “Era uma vez…“ é uma maneira de ver e não exatamente a maneira real de como vemos o mundo.

     

    Para o curador Ricardo Resende, as obras de Tinoco criam sensações visuais que buscam destacar expressões e situações humanas, criando uma condição fotográfica que dialoga com nossa memória, com o nosso imaginário de tempos remotos somados à situações atuais.

     

    Sobre o artista

    Marcelo Tinoco nasceu (1967) e reside em São Paulo. Formado em Artes Plásticas pela FAAP, possui estúdio fotográfico desde 1995, que atuava para as áreas: editorial, publicitária e livros de arte. A partir de 2009, começou a se dedicar exclusivamente a fotografia autoral e pesquisa para aprimoramento de seu trabalho artístico. Começou a expor em 2010. Em seus trabalhos autorais, as paisagens, as personagens, as situações – primeiro documentadas em viagens, logo dissecadas e arquivadas em banco de dados – são submetidas a um exercício de reciclagem que resulta em imaginário nômade. Em cada imagem, a colagem de instantes decisivos e a aproximação de geografias até então díspares. Como exposições podemos citar: individual Fotorama, na Galeria Nuvem, São Paulo (2010), individual Fotorama, no Consulado Brasileiro de Frankfurt, Alemanha (2011), individual do Projeto Nova Fotografia, no Museu da Imagem e do Som, MIS, São Paulo (2012), individual Timeless, II Mostra do Programa de Fotografia do CCSP, São Paulo (2012/2013), participação na I Foto Bienal MASP / Pirelli, MASP, São Paulo (2013) e MON, Curitiba (2013/2014).

     

    Sobre o curador

    Ricardo Resende é mestre em História da Arte pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), tem carreira centrada na área museológica. Trabalhou de 1988 a 2002, entre o MAC-USP e o MAM-SP, quando desempenhou as funções de arte-educador, produtor de exposições, museógrafo, curador assistente e curador de exposições. Desde 1996, é consultor do Projeto Leonilson. De março de 2005 a março de 2007, foi diretor do Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, no Ceará. Em 2007 participou de residência artística, como crítico convidado do Lugar a Dudas, em Cali, Colômbia. De janeiro de 2009 a junho de 2010, foi diretor do Centro de Artes Visuais da Fundação Nacional das Artes, do Ministério da Cultura. Atualmente é o diretor geral do Centro Cultural São Paulo. Em 2011 foi curador das mostras retrospectivas Sob o Peso dos Meus Amores, do artista Leonilson, no Itaú Cultural e Sérvulo Esmerado, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em São Paulo.

     

     

     

     

     

     

     

    Daré experimentará na Zipper galeria as possibilidades atuais do retrato comissionado na pintura

    “A série teve início como uma resposta bem humorada às notícias apocalípticas em torno do aquecimento global”.

     

    A Zipper Galeria apresenta a partir 13 de maio de 2014, às 19h, a série “De Cara pro Sol”, do artista Daré. A mostra, que tem curadoria de Josué Mattos, reúne uma série de pinturas nas quais os personagens retratados têm seus olhos escondidos atrás de óculos escuros ou suas faces distorcidas na tentativa de mirar o sol. Trata-se da primeira individual de Daré em São Paulo.

     

    Imaginada em 2008, como uma resposta bem humorada às notícias apocalípticas em torno do aquecimento global, a série ganhou forma e corpo 6 anos depois, tornando-se um campo de experimentação para o artista quanto às possibilidades do retrato e suas relações de poder no mundo atual.

     

    Sendo a série, por definição, formada exclusivamente por retratos comissionados, a exposição abre com todas as obras já vendidas. Mas o artista promete aceitar novas encomendas cujos preços seguirão uma fórmula que levará em conta seu peso corporal e a cotação do ouro do dia  – uma discussão paralela à mostra que procura associar artista e obra à racionalidade das commodities de mercado.

     

    Quem olhar o conjunto de telas mais de perto, perceberá que outros assuntos o permeiam. Como a existência e o significado das pequenas comunidades dentro do sistema da arte – todos os retratados são artistas amigos ou colecionadores. E a atenção que o artista dá à descrição de detalhes, texturas e contrastes de transparência e cor, utilizando recursos pictóricos que remetem a antigos mestres, parece um esforço pessoal para entender a pertinência da própria pintura nos dias de hoje.

     

    Sobre o artista

    Daré cursou desenho com Guillermo Herbert von Plocki (2006) e materiais de pintura com Regina Gierlemge (2002-2003). É membro-fundador dos grupos Latitude 22 – ateliê de pesquisas em poéticas visuais (desde 2010) e APROA (2008-10). Participou das seguintes exposições: Eu fui o que tu és e tu serás o que eu sou, Paço das Artes, São Paulo (2012); 63o. Salão de Abril, Fortaleza, Ceará (2012); À Sombra do Futuro: Especulações por fazer, Instituto Cultural Cervantes, paralela à 29a. Bienal de São Paulo (2010);  Exposição 79 > 09 – 30 anos de artes visuais Campinas-Ribeirão Preto, MARP (Museu de Arte de Ribeirão Preto), Ribeirão Preto, São Paulo (2009-2010). Recebeu o Prêmio Aquisitivo no 39o. Salão de Arte Contemporânea Luiz Saciolotto, Santo André, São Paulo (2011).

     

    Sobre o curador

    Josué Mattos é doutorando em Teoria da Modernidade pela UFSC e Université de Paris-Ouest Nanterre La Défense. Graduou-se em História da Arte e Arqueologia pela Université Paris X Nanterre, onde obteve o título de mestre em História da Arte Contemporânea. Em 2009, concluiu mestrado em Práticas Curatoriais pela Université de Paris I Panthéon-Sorbonne. Coordena, desde 2010, o Ateliê de Pesquisa em Poéticas Visuais em Ribeirão Preto (SP). É pesquisador e curador do 3C – Centro de Criação Contemporânea e editor da Revista Binômios. Foi nomeado curador do 1º FRESTAS – Trienal de Artes (Sesc Sorocaba, 2014). Entre as exposições que realizou estão: Festival Inter-cambio (Espace Beaujon, Paris, 2007), Terres et Cieux – Sandra Cinto e Brígida Baltar (Mairie du VIIIème, Paris 2009), À la limite (co-curadoria), (Galerie Michel Journiac, Paris, 2009), 12º e 13º Salão Nacional de Artes de Itajaí, (Fundação Cultural de Itajaí, 2010 e 2013), Por aqui, formas tornaram-se atitudes (Sesc Vila Mariana, São Paulo, 2010), É crédito ou débito? (SESC-SP, 2010-2011), Boîte Invaliden, (co-curadoria Paulo Reis, in memoriam), (Invaliden Gallery, Berlim, 2011), Como o tempo passa quando a gente se diverte, (Casa Triângulo, São Paulo, 2011), O mundo de dentro – Rodrigo Cunha (Zipper Galeria, São Paulo, 2012), Eu fui o que tu és e tu serás o que eu sou, (Paço das Artes, São Paulo, 2012) e Amor Fati – Albano Afonso, (MARP, Ribeirão Preto, 2014).