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  • AgendaKunsthalle São Paulo apresenta os artistas Suiços Manuel Burgener e Pascal Häusermann

    voltar para a agenda23/5/15 | sábado

    Manuel Burgener

    KUNSTHALLE São Paulo convida o artista suíço Manuel Burgener (*1978, Berna) para realizar sua primeira individual no Brasil, que encerra o projeto Nova Arte Povera.

    Nova Arte Povera #3

    O projeto Nova Arte Povera pretende criar uma discussão sobre o ressurgimento na arte contemporânea das práticas do movimento Arte Povera, ocorrido na Itália nos anos 1960 e 1970. O projeto apresenta, sequencialmente, três artistas cujas obras, assim como no antigo movimento, envolvem o uso de objetos do cotidiano e materiais encontrados, que são recontextualizados, adquirindo novos significados e novos sinais. Suas pesquisas estabelecem novos paradigmas entre a natureza dos materiais componentes das obras e a nossa compreensão e relação cognitiva a respeito deles.

     

    Sobre o artista

    Manuel Burgener (*1978, Berna, Suíça) vive e trabalha em Burgdorf. Entre as exposições em que apresentou seus trabalhos estão:

    INDIVIDUAIS (Seleção): Untitled Blue, Galerie Luis Campana, Berlim (2014); Galerie Krethlow, Berna (2014);Manuel Burgener, Galerie Catherine Bastide, Bruxelas (2013); Ich laufe nicht auf einem Bein, S.M.A.K., Gante (2013); Studio # 1, Galerie Van der Mieden, Antuérpia (2011); Manuel Burgener & Oscar Tuazon, Kunsthalle Bern, Berna (2010).

    COLETIVAS (Seleção): White Noise, Kunsthaus Glarus (2015), Glarus; Unikat – Unicum, Swiss National Library, Berna (2014); Swiss Art Awards, Basileia (2014); Invitation by Seb Koberstädt, Düsseldorf (2013); Marti Collection, Centre Paquart, Biel (2013); Manuel Burgener, Lorna Macintyre & Freek Wambacq, Galerie Catherine Bastide, Bruxelas (2012); La jeunesse est un art, Jubiläum Manor Kunstpreis, Aargaur Kunsthaus, Aarau (2012).

     

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    Pascal Häusermann 
    «Pele de Vidro»

    O projecto «Pele de Vidro» é uma colaboração entre o artista suíço Pascal Häusermann, a curadora brasileira Marina Coelho, e os espaços de arte KUNSTHALLE São Paulo e Die Diele (Zurique). O projeto consiste em duas exposições a serem realizadas simultaneamente nas vitrines dos dois espaços. A primeira exposição será realizada na Vitrine da KUNSTHALLE São Paulo entre 22 de Maio e 20 de Junho de 2015, e a segunda será realizada no Die Diele (Zurique), entre 11 e 30 de Junho de 2015.

    Antes de partir para sua residência em São Paulo no início de 2015, Pascal Häusermann encontrou Flora brasiliensis, uma enciclopédia botânica e zoológica feita durante a expedição dos biólogos alemães Friedrich Philipp von Martius e Johan Baptist Spix no Brasil, que teve início em 1818.

    Uma vez em São Paulo, Häusermann se deu conta de como o rápido desenvolvimento urbano da cidade é um observável processo do construção e decadência. Como descreveu o etnólogo francês Claude Levi Strauss em seu ensaio Tristes Trópicos, a cultura neolítica e o processo da civilização moderna e urbanização no Brasil se encontram quase que simultaneamente. Também inspirado pela ideia de urgência para o novo e o descaso para com o passado, o compositor e cantor brasileiro Caetano Veloso escreveu em Sampa – uma das mais famosas músicas sobre São Paulo: “E a mente apavora aquilo que não é mesmo velho“.

    Interessado no quanto os valores de cultura social mudam ao longo dos séculos, Häusermann estabelece um paralelo entre a ideia romântica do sublime, com artistas do século XIX que representavam a natureza magnânima em suas pinturas, e os valores atuais das relações de poder, criados pela ostensiva arquitetura nas grandes cidades. Sobrepondo as imagens dos missionários com suas próprias fotografias de fachadas de vidro de arranha-céus e shopping centers de São Paulo, o artista criou duas séries de litografias Praedium – que exibida na Vitrine da KUNSTHALLE São Paulo – e Insula – exibida no Die Diele (Zurique) e acompanhada por uma instalação site-specific.

    O título das exposições «Pele de Vidro», refere-se à homônima técnica de construção dominante em edifícios com fachada de vidro em São Paulo, que fornece isolamento térmico através da circulação do ar presente entre duas camadas de vidro. Por esta razão o artista e a curadora optaram por mostrar «Pele de Vidro» dentro das vitrines dos dois espaços.

    Na abertura da exposição no Die Diele, será lançada a edição limitada Parasiti caduci.

     

     

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