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  • AgendaVolpi, uma homenagem

    voltar para a agenda28/3/15 | sábado

    Escritório de Arte expõe recorte dos 30 melhores anos da pintura de Alfredo Volpi

    O marchand Paulo Kuczynski reuniu uma seleta série de paisagens, fachadas, figuras de santos e composições abstratas produzidas entre os anos 1930 e 1960 pelo artista; cinco telas nunca foram expostas

    De 28 de março (abertura a partir das 11 horas) a 8 de maio, o Paulo Kuczynski Escritório de Arte apresenta Volpi, uma homenagem, mostra retrospectiva com 23 obras em têmpera sobre tela, cinco delas nunca expostas. A exposição é resultado de quatro anos de busca por obras de grande relevância do artista, disponíveis para a venda, nas melhores coleções privadas do país. O projeto expográfico é de Pedro Mendes da Rocha e Paulo Venâncio Filho assina o texto do catálogo.

    “Há anos planejo esta mostra. Foquei minha procura por obras que revelassem a linha evolutiva de Volpi, naquele que é considerado o melhor período do artista, que abrange o início dos anos 1930 a 1940, quando ele se concentra em suas notáveis marinhas e paisagens, passando pela década de 1950, com suas famosas fachadas e início do abandono da perspectiva, e os anos 1960, quando, com tão poucos elementos, ele cria uma abstração única na pintura”, comenta Kuczynski.

    O grande diferencial, no entanto, está na reunião de tantas obras de qualidade, em que todas podem ser adquiridas. “Reunir trabalhos de peso, com obras emprestadas dos grandes colecionadores, é relativamente fácil”, explica o marchand. “A dificuldade está em encontrá-las assim, reunidas e disponíveis para compra, em nível de retrospectiva”, conclui.

    As obras que nunca foram exibidas, e que poderão ser conferidas na retrospectiva, abarcam as três fases mais importantes do artista. São elas uma marinha de Itanhaém do final da década de 30, uma fachada de casas da década de 50, um São Benedito e uma Santa Luzia do início dos anos 60, além de uma composição de bandeirinhas do final dos 60.

    Volpi, uma homenagem é, para quem conhece o marchand/curador, título auto-explicativo: Paulo Kuczynski iniciou sua carreira como marchand há 45 anos, e a primeira obra comercializada por ele foi um Volpi. Em 1968, o então estudante de Biologia da USP conheceu o artista por intermédio do físico Mário Schenberg. O professor destacou Kuczynski para acompanhá-lo em uma visita à casa-ateliê do artista no bairro do Cambuci, ocasião em que Volpi doou obras para o movimento estudantil.

    Pouco tempo depois, Paulo Kuczynski retornou ao ateliê e comprou sua primeira tela com o intuito de revende-la. Em comum acordo, Volpi descontou o cheque somente após a conclusão da venda. Demonstrando grande generosidade para com o jovem marchand, Volpi lhe indicou amigos que possuíam obras suas e que provavelmente tinham intenção de vendê-las. Ainda nos anos 70, o psicanalista e crítico de arte Theon Spanudis delegou-lhe seu acervo de obras da fase concretista para a comercialização, que lhe abriu o contato com os maiores colecionadores da época. Hoje o marchand é também colecionador da obra do artista, e como marchand, Volpi está entre suas principais especialidades.